Acabo de ver o jogo Portugal vs Alemanhã e compulsivamente tive de escrever este texto, que poderei considerar uma pequena reflexão sobre a actualidade técnica e táctica do futsal..
Foi com espanto meu, ou talvez não....que Portugal teve imensas dificuldades em fazer golos à equipa alemã.
Para quem não acompanhou o jogo, devo dizer que há muitos anos, mesmo muitos, que não via uma equipa tão fraca em competições oficiais. Verdade que a Alemanha está a chegar à modalidade, está a dar os primeiros passos, logo não se pode exigir grande qualidade. Terão tempo de fazer o seu caminho.
A minha questão, é a grande dificuldade em fazer golos da selecção portuguesa perante uma equipa deste nível, tão frágil. É que a equipa alemã é fraca sob todos os aspectos. No aspecto técnico individual, são um grupo de rapazes jeitosos que jogam futebol e se sentem como peixe fora de água a jogar futsal. No aspecto tático, no que concerne ao aspecto ofensivo, pura e simplesmente foi inexistente....e das poucas vezes que chegaram à baliza portuguesa, os rapazes até caiam sozinhos.
No aspecto defensivo, estorvavam e davam o corpo à bola...não mais que isto.
Perante uma equipa extrtemamente frágil, de baixissimo nível, a uma equipa de topo do futsal mundial, pedia-se goleada das grossas....mas não.
E não, porque o futsal está assim, JOGA-SE O QUE O JOGO DÁ, joga-se sempre da mesma forma, nada se altera, tudo igual de jogo para jogo....até o jogar de GR Avançado se tornou uma rotina e já se sabe quando as equipas o vão utilizar. Os jogadores estão formatados para jogar de determinada forma e não dão mais....
No aspecto defensivo, convencionou-se que defender HxH é que é bom, é que é top....descura-se as "coberturas" defensivas, o defender "próximo", como se defendendo HxH não seja possível fazer "coberturas"(há várias formas de defender HxH), mas isso é outra coisa...é preciso é ganhar os "duelos" individuais.
No aspecto ofensivo, as acções resumem-se a acções individuais e combinações a dois jogadores e, muita estratégia nos lances de bola parada.
Os tempos de ataque são muito curtos, ninguém pensa o jogo. A fase de construção ofensiva é quase inexistente, troca-se a bola 3, 4 vezes e visa-se logo a baliza, com remates disparatados e que dão para perceber a deficiente qualidade técnica dos executantes.
A figura do jogador FIXO que pensava o jogo, que pautava a cadência do jogo face ao momento....foi-se, desapareceu.
Hoje ninguém faz uma "simulação", uma "quebra", que serve para quando um jogador está sujeito a uma marcação apertada, momentãneamente, ganhar espaço e poder receber a bola....é mais fácil e mais seguro, de posse de bola, quando sujeito a pressão, dar um "bico" na frente.
Hoje ninguém faz um passe em "colher", que se utiliza para servir um colega quando ganha as costas dos defensores contrários...já ninguém ganha as costas das defesas contrárias, porque o ataque planeado já não existe, já não se pensa o jogo.
Joga-se ao pivot, este segura... espera...espera...e raramente aparece um apoio para bater na baliza, quanto mais estar a pedir dois apoios.
Isto são uns quantos exemplos, do que não se faz, do que se perdeu....do que se perdeu em prol do futsal espectáculo, do futsal show de bola, do futsal combate, do futsal que mais parece uma corrida de velocidade.
Para acabar esta pincelada sobre a minha visão do futsal, se alguém fizer a estatística de passes errados, perdas de bola e remates não enquadrados na baliza...num jogo entre as equipas profissionais, .chegamos à brilhante conclusão que a qualidade técnica individual dos executantes, deixa muito a desejar.
Assim vai o FUTSAL...
sábado, 26 de outubro de 2019
domingo, 1 de abril de 2018
Estórias da história do FUTSAL (II) - Por Lhé (Leonel Pereira Dias)
No final da época de 97/98, fomos informados no Atlético, que a secção
de futsal iria arrancar com um novo projecto e quem estaria à frente
desse projecto, seria o Alípio Matos, que para além de trazer
investimento, iria ser o novo treinador. Foi-nos dito, que ele estava
interessado em alguns de nós, entre os quais figurava o meu nome, o do
meu irmão Zézito, o António Teixeira e o Vitinha Palhas, que seriam
prioridades para o Alípio. O Vitinha Palhas acertou logo com o Alípio e
eu estava em negociações com ele e havia um impasse: quem me pagaria os
subsídios em atraso? O Alípio dizia que a dívida não era dele, eu
contrapunha e dizia que na hora de jogar, iria entrar com a camisola do
Atlético e não com a do Alípio. Para ser justo a proposta do Alípio era
boa, em consonância com os valores que se praticavam na altura e eu
estava tentado em aceitar e pedi um tempo ao Alípio. Entretanto, o meu
irmão e o António aceitaram uma oferta do Sporting e eu fiquei
apreensivo e manifestei esse incomodo ao Luís Alves. Era comum no
defeso, entre Junho e Julho, a malta se reunir para jogar torneios e eu
jogava para um patrocinador, que para além de nos pagar 5 contos por
jogo, ( era com esse dinheiro que eu pagava as caracoladas e imperiais )
nos dava o prémio do torneio para uma grande jantarada. Estávamos a
disputar o torneio de Vila Verde e o Alves era o nosso treinador e numa
conversa de bar, o presidente do Vila Verde ( Moinhos ) veio ter comigo e
pediu-me a opinião sobre o Luís Alves. O Vila Verde tinha descido e ele
tinha um projecto, para rapidamente o Vila Verde regressar à 1ª
divisão. Eu disse-lhe que o Alves era bom, que se houvesse investimento
seguro, o projecto tinha pernas para andar. O Alves aceitou a oferta do
Vila Verde e eu sugeri ao Alves, que olhasse para os irmãos do CAO, (
Paulinho e João ) para além de serem raçudos e tesos, tinham experiência
de 1ª divisão e na 2ª divisão isso seria uma mais valia. O Alves seguiu
a minha orientação e para além dos dois irmãos, conseguiu também o
Vitor Deus, que completava o trio do CAO. Entretanto, recebi um ultimato
do Alípio ( que subiu a parada em 5 contos ) mas queria a minha
resposta o mais tardar na segunda - feira, após a conclusão do torneio
do Vila Verde. Andava eu nesse dilema e diz-me o Alves: Ouve lá, Lhé: o
Moinhos abeirou-se de mim e disse que tinha orçamento para ir buscar um
jogador caro e eu disse-lhe que se tinha orçamento para ir buscar um
jogador, esse alguém eras tu! Queres falar com eles? Disse que sim ( não
perdia nada ) e combinei um encontro com o tesoureiro, o Moinhos e
outro ( não me lembro do nome ) no Tico-Tico, em Alvalade. Aceitaram
tudo o que eu pedi e deram-me um prémio de assinatura no valor da dívida
do Atlético. Nesse ano fomos à final Four ( Paços de Ferreira ) e
perdemos na final. Estávamos em Junho e o Sporting estava na luta pelo
título. No dia 26/06/99 o Sporting deslocava-se ao choradinho (
Freixieiro ) e se ganhasse conquistaria o titulo de campeão. Eu fazia
anos no dia 27 e nesse dia saí de casa para ir comprar marisco, - tinha
agendado uma festa para o dia dos meus anos -, e passo por uma carrinha
de 9 lugares e diz-me o Zé Freitas em uníssono com o Alves: Ó Lhé, nós
vamos ao Freixieiro ver o Sporting, não queres vir connosco? Digo eu:
não posso, faço anos amanhã e prometi um petisco, para a malta e tenho
de ir comprar o marisco. Diz-me o Zé Freitas: ( trabalhava na pescanova )
anda com a gente, que eu arranjo-te uma caixa de sapateiras e o camarão
que tu queiras. Digo eu: posso ir, mas só com uma condição: ir-mos
almoçar à Mealhada, ao Vergílio dos Leitões. Depois de uma curta
negociação, aceitaram, e lá fomos nós. Chegados ao Choradinho, fui para a
claque familiar ( amigos do meu irmão e do Vitinha ) e no intervalo do
jogo, vou ao bar e dou de caras com o Gil, e diz-me este assim: é pá,
estás aqui? Bebemos uma cerveja e diz ele assim: estivemos em Paços de
Ferreira e o nosso treinador ficou encantado contigo e eu falei de ti,
disse que eras craque e que tinhas sido grande jogador no Sporting. Se
eles te convidarem queres vir jogar para aqui? Eu fiz as contas e disse:
se cobrirem aquilo que eu ganho, no trabalho e no Vila Verde, mais
ajudas de custo, casa e roupa lavada é questão de conversar. Aquilo
passou e eu estava de férias, em Agosto; tinha comprado um telemóvel
Nokia 3210 ( o meu primeiro ) e estava na praia, na Costa da Caparica.
Tinha ido almoçar à Fonte da Telha: para lá fui de trem e para cá vim a
pé, junto ao mar e estava esticado ao sol, na praia da Morena quando
recebo um telefonema: era o António Ramos
a dizer que o Luís Rodrigues queria falar comigo e se eu lhe dava
autorização de lhe dar o meu contacto. Recebo o telefonema do Luìs
Rodrigues ( tinha sido meu treinador no Atlético ) e diz.me ele: Ouve
lá, Lhé: os tipos do Freixieiro querem te contratar e o Mário Brito quer
falar contigo, queres falar com ele? Dá-lhe o meu número e ele que me
contacte, é questão de falar. No dia seguinte, estava eu na praia da
Morena, esticado ao sol e recebo um telefonema: era o Mário Brito. Foi
fácil um entendimento e ele falou: preciso de que assines a papelada,
como vamos fazer? Digo eu: venha a Lisboa que eu assino. Ele falou que
veria no dia seguinte e perguntou: podes ir ter comigo ao aeroporto?
Moro ao lado, retorqui eu. E foi assim que eu fui para o Freixieiro.
Acaso, sorte e destino: tudo junto se congeminou para que eu fosse
realizar um sonho: ser pago por uma coisa que adorava fazer. Ainda hoje
eu digo: cada vez que me pagavam por jogar à bola, eu exclamava: ainda
me pagam para fazer uma coisa que eu faria de...borla.
Lhé (Leonel Pereira Dias)
Lhé (Leonel Pereira Dias)
quarta-feira, 14 de março de 2018
Estórias da história do futsal (I) - Por LHÉ (Leonel Pereira Dias)
No final da época de 97/98, fomos informados no Atlético, que a secção
de futsal iria arrancar com um novo projecto e quem estaria à frente
desse projecto, seria o Alípio Matos, que para além de trazer
investimento, iria ser o novo treinador. Foi-nos dito, que ele estava
interessado em alguns de nós, entre os quais figurava o meu nome, o do
meu irmão Zézito, o António Teixeira e o Vitinha Palhas, que seriam
prioridades para o Alípio. O Vitinha Palhas acertou logo com o Alípio e
eu estava em negociações com ele e havia um impasse: quem me pagaria os
subsídios em atraso? O Alípio dizia que a dívida não era dele, eu
contrapunha e dizia que na hora de jogar, iria entrar com a camisola do
Atlético e não com a do Alípio. Para ser justo a proposta do Alípio era
boa, em consonância com os valores que se praticavam na altura e eu
estava tentado em aceitar e pedi um tempo ao Alípio. Entretanto, o meu
irmão e o António aceitaram uma oferta do Sporting e eu fiquei
apreensivo e manifestei esse incomodo ao Luís Alves. Era comum no
defeso, entre Junho e Julho, a malta se reunir para jogar torneios e eu
jogava para um patrocinador, que para além de nos pagar 5 contos por
jogo, ( era com esse dinheiro que eu pagava as caracoladas e imperiais )
nos dava o prémio do torneio para uma grande jantarada. Estávamos a
disputar o torneio de Vila Verde e o Alves era o nosso treinador e numa
conversa de bar, o presidente do Vila Verde ( Moinhos ) veio ter comigo e
pediu-me a opinião sobre o Luís Alves. O Vila Verde tinha descido e ele
tinha um projecto, para rapidamente o Vila Verde regressar à 1ª
divisão. Eu disse-lhe que o Alves era bom, que se houvesse investimento
seguro, o projecto tinha pernas para andar. O Alves aceitou a oferta do
Vila Verde e eu sugeri ao Alves, que olhasse para os irmãos do CAO, (
Paulinho e João ) para além de serem raçudos e tesos, tinham experiência
de 1ª divisão e na 2ª divisão isso seria uma mais valia. O Alves seguiu
a minha orientação e para além dos dois irmãos, conseguiu também o
Vitor Deus, que completava o trio do CAO. Entretanto, recebi um ultimato
do Alípio ( que subiu a parada em 5 contos ) mas queria a minha
resposta o mais tardar na segunda - feira, após a conclusão do torneio
do Vila Verde. Andava eu nesse dilema e diz-me o Alves: Ouve lá, Lhé: o
Moinhos abeirou-se de mim e disse que tinha orçamento para ir buscar um
jogador caro e eu disse-lhe que se tinha orçamento para ir buscar um
jogador, esse alguém eras tu! Queres falar com eles? Disse que sim ( não
perdia nada ) e combinei um encontro com o tesoureiro, o Moinhos e
outro ( não me lembro do nome ) no Tico-Tico, em Alvalade. Aceitaram
tudo o que eu pedi e deram-me um prémio de assinatura no valor da dívida
do Atlético. Nesse ano fomos à final Four ( Paços de Ferreira ) e
perdemos na final. Estávamos em Junho e o Sporting estava na luta pelo
título. No dia 26/06/99 o Sporting deslocava-se ao choradinho (
Freixieiro ) e se ganhasse conquistaria o titulo de campeão. Eu fazia
anos no dia 27 e nesse dia saí de casa para ir comprar marisco, - tinha
agendado uma festa para o dia dos meus anos e passo por uma carrinha de 9
lugares e diz-me o Zé Freitas em uníssono com o Alves: Ó Lhé, nós vamos
ao Freixieiro ver o Sporting, não queres vir connosco? Digo eu: não
posso, faço anos amanhã e prometi um petisco, para a malta e tenho de ir
comprar o marisco. Diz-me o Zé Freitas: ( trabalhava na pescanova )
anda com a gente, que eu arranjo-te uma caixa de sapateiras e o camarão
que tu queiras. Digo eu: posso ir, mas só com uma condição: ir-mos
almoçar à Mealhada, ao Vergílio dos Leitões. Depois de uma curta
negociação, aceitaram, e lá fomos nós. Chegados ao Choradinho, fui para a
claque familiar ( amigos do meu irmão e do Vitinha ) e no intervalo do
jogo, vou ao bar e dou de caras com o Gil, e diz-me este assim: é pá,
estás aqui? Bebemos uma cerveja e diz ele assim: estivemos em Paços de
Ferreira e o nosso treinador ficou encantado contigo e eu falei de ti,
disse que eras craque e que tinhas sido grande jogador no Sporting. Se
eles te convidarem queres vir jogar para aqui? Eu fiz as contas e disse:
se cobrirem aquilo que eu ganho, no trabalho e no Vila Verde, mais
ajudas de custo, casa e roupa lavada é questão de conversar. Aquilo
passou e eu estava de férias, em Agosto; tinha comprado um telemóvel
Nokia 3210 ( o meu primeiro ) e estava na praia, na Costa da Caparica.
Tinha ido almoçar à Fonte da Telha: para lá fui de trem e para cá vim a
pé, junto ao mar e estava esticado ao sol, na praia da Morena quando
recebo um telefonema: era o António Ramos
a dizer que o Luís Rodrigues queria falar comigo e se eu lhe dava
autorização de lhe dar o meu contacto. Recebo o telefonema do Luìs
Rodrigues ( tinha sido meu treinador no Atlético ) e diz.me ele: Ouve
lá, Lhé: os tipos do Freixieiro querem te contratar e o Mário Brito quer
falar contigo, queres falar com ele? Dá-lhe o meu número e ele que me
contacte, é questão de falar. No outro dia, estava eu na praia da
Morena, esticado ao sol e recebo um telefonema: era o Mário Brito. Foi
fácil um entendimento e ele falou: preciso de que assines a papelada,
como vamos fazer? Digo eu: venha a Lisboa que eu assino. Ele falou que
veria no dia seguinte e perguntou: podes ir ter comigo ao aeroporto?
Moro ao lado, retorqui eu. E foi assim que eu fui para o Freixieiro.
Acaso, sorte e destino: tudo junto se congeminou para que eu fosse
realizar um sonho: ser pago por uma coisa que adorava fazer. Ainda hoje
eu digo: cada vez que me pagavam por jogar à bola, eu exclamava: ainda
me pagam para fazer uma coisa que eu faria de...borla.
sexta-feira, 9 de março de 2018
O crescimento pouco sustentado do futsal feminino português - Por Paulo Carvalho
Mais uma vez a FPF através do seu departamento de comunicação consegue
transmitir uma ideia que será repetida, e capaz de esconder alguns
problemas que nunca serão debatidos profundamente.
Ninguém pede à FPF para denunciar o retrocesso, mas pelo menos podia ser menos eufórica a divulgar alguns números.
Diz a FPF que "nunca houve tantas mulheres a jogar Futebol e Futsal".
Diz também que " este crescimento sustentado em factos é mais um motivo para continuar a quebrar barreiras e bater recordes."
Que crescimento??
Relativamente ao escalão Sénior Feminino de Futsal:
- Perderam-se 100 praticantes desde 2009/2010 até à época 2016/2017;
- Os últimos números do trimestre de 2017 revelam uma perda de 300 praticantes relativamente ao último trimestre de 2016.
Vai havendo sim um crescimento nos Juniores Femininos, no entanto insuficiente para dizer que é um crescimento "sustentado" no Futsal Feminino.
Se é assim que se "quebram barreiras e batem recordes" e a FPF satisfaz-se...claramente satisfaz-se com pouco.
Já no Futebol as percentagens de aumento de praticantes tanto em Seniores como Juniores são mais expressivas e nada comparáveis com o Futsal.
Por isso não percebo a referência ao Futsal nesta notícia...
Muito menos percebo a partilha desta informação em sites de Futsal como se de uma excelente notícia se tratasse.
É uma pena que quando o façam não se desliguem de alguns interesses instalados e não revelem os números que realmente retratam a verdade dos praticantes de Futsal em Portugal...
Ninguém pede à FPF para denunciar o retrocesso, mas pelo menos podia ser menos eufórica a divulgar alguns números.
Diz a FPF que "nunca houve tantas mulheres a jogar Futebol e Futsal".
Diz também que " este crescimento sustentado em factos é mais um motivo para continuar a quebrar barreiras e bater recordes."
Que crescimento??
Relativamente ao escalão Sénior Feminino de Futsal:
- Perderam-se 100 praticantes desde 2009/2010 até à época 2016/2017;
- Os últimos números do trimestre de 2017 revelam uma perda de 300 praticantes relativamente ao último trimestre de 2016.
Vai havendo sim um crescimento nos Juniores Femininos, no entanto insuficiente para dizer que é um crescimento "sustentado" no Futsal Feminino.
Se é assim que se "quebram barreiras e batem recordes" e a FPF satisfaz-se...claramente satisfaz-se com pouco.
Já no Futebol as percentagens de aumento de praticantes tanto em Seniores como Juniores são mais expressivas e nada comparáveis com o Futsal.
Por isso não percebo a referência ao Futsal nesta notícia...
Muito menos percebo a partilha desta informação em sites de Futsal como se de uma excelente notícia se tratasse.
É uma pena que quando o façam não se desliguem de alguns interesses instalados e não revelem os números que realmente retratam a verdade dos praticantes de Futsal em Portugal...
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
A Força do Futsal no Sistema Desportivo Português - Por Paulo Carvalho
Depois da chegada da seleção a Lisboa e de mais uma prova que o Futsal, quando pode ter o seu devido acompanhamento, tem a sua força com a presença de muitos adeptos no Aeroporto Humberto Delgado, sinto finalmente um gozo tremendo por nestes últimos dias ver a modalidade tão referenciada como nunca.
Por alguns dias esquece-se o epíteto do Futsal ser o “parente pobre” do futebol…
Sou mais um dos que alinha no grupo que não depositava grandes expetativas no percurso desta seleção. Mesmo tendo a inveja de não ser um especialista do Futsal internacional como as centenas que agora saltam para a primeira fila, entendo que é difícil encontrar argumentos quando pela frente estão algumas seleções de países com ligas profissionais e com a obrigação de terem uma base de recrutamento francamente maior dadas as suas dimensões. Juntando a isto a renovação de uma seleção que até hoje levantava muitas questões, ser campeão da Europa parecia um objetivo muito difícil de alcançar. A verdade é que esta seleção não só venceu, mas convenceu e mesmo nos grandes testes (Rússia e Espanha) foram brilhantes e nada inferiores aos seus adversários.
Parabéns a todo este grupo de trabalho e à FPF por este êxito!
Parabéns a todos os que gostam, mas sobretudo aos que se dedicam e se dedicaram ao Futsal. Para muitos agora é fácil falar do sofá…convido-vos nem que seja a irem ao pavilhão mais próximo da vossa casa e apoiarem o clube da vossa terra. E perceberem um pouco mais da realidade do Futsal nacional!
Em Portugal o Futsal é a modalidade com mais praticantes no desporto escolar e universitário. Acredito que seja também a modalidade que mais praticantes tem numa vertente de lazer e recreação. Só não o é no federado porque há um lobby gigantesco que nunca o irá permitir. E mesmo sabendo que muitas vezes isso é assumido, nem é a segunda modalidade coletiva mais praticada no nosso país, principalmente pela força do feminino em que outras modalidades têm uma superioridade assinalável relativa ao Futsal.
Espero que este título também sirva como estímulo para que o número de praticantes comece a ter o crescimento que esta modalidade merece, sem haver a necessidade de se entrar em euforias muitas vezes por números que não justificam tudo.
Umas palavras para a classe a que pertenço, a dos treinadores. Imagino a felicidade sobretudo daqueles que orientam e já orientaram estes atletas.
E sim, falamos da classe dos treinadores…para além dos árbitros, a única a quem se pede cursos para exercerem a atividade.
Sim, a classe que mais partilha e procura ideias para evoluir.
Sim, a classe que muitas vezes substitui os dirigentes na execução de algumas tarefas que deviam ser da sua competência…ou que também para além do treino se dedicam a tarefas de cariz logístico.
Sim, a classe que para além das horas que se dedicam no local de “trabalho” também reserva umas quantas horas em casa, sacrificando sabe-se lá o quê.
Sim, a classe que para além do nosso ESTADO não incentivar em nada, ainda mais exige com condições surreais para um grupo em que uma esmagadora maioria não tem rendimentos ou só ganha aquilo que gasta para estar ao serviço do Futsal.
E finalizo reforçando o destaque nas manchetes dos jornais portugueses que mais realçaram este feito. Para os que gostam, para aqueles que nunca se interessaram e agora se interessam…e também para os que não gostam!
Que este também seja um estímulo para que finalmente os media repensem o acompanhamento que esta modalidade merece.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
"Exposição ao Provedor de Justiça sobre a formação de treinadores" - Por Paulo Carvalho
Ainda a renovação dos títulos profissionais de treinador desportivo…
Em Agosto partilhei uma iniciativa de um blog de treinadores de Hóquei em Patins (http://treinadoreshp.blogspot.pt/…/pela-defesa-do-treinador…), relativamente à qual dei o meu contributo ao adaptar esse texto para o Futsal e ter o mesmo fim, ou seja, expor ao Provedor de Justiça a realidade das formações acreditadas com vista à renovação do título profissional de treinador de desporto.
Não o fiz à espera de uma resposta, mas sim simbolicamente tendo em conta esta realidade com a qual eu e a esmagadora maioria dos treinadores não se identifica tal como o recente estudo da Capgemini provou ao apurar que “cerca de 80% dos TPTDs ainda não acumularam mais do que 2 UC, ameaçando desta forma a renovação do título programada para 2018”.
No entanto, recebi esta semana por carta a resposta assinada pela Provedora-Adjunta Teresa Anjinho, que mais abaixo transcrevo.
Acredito que tal como eu, os outros treinadores que o fizeram irão ou já receberam uma carta semelhante.
Aproveito apenas para escrever uns breves apontamentos sobre as informações cedidas pelo Vice-Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Português do Desporto e da Juventude e Secretário de Estado da Juventude e do Desporto:
- É de algum conhecimento que se realizam formações contínuas de formadores, mas até estas têm as suas questões…no âmbito profissional, quem quiser ser formador pode obter um CCP (ex-CAP). E no que toca ao desporto? Quem e de que forma integra os “seminários” que as federações organizam para precisamente formar estes formadores? Será por convite ou é mesmo qualquer um que tenha intenção de o ser que pode frequentar?
- É também sabido que há parcerias com federações e instituições de ensino superior para organizarem ações de formação. O problema é que também é sabido e já por mais uma vez o tenho denunciado que estas não abrangem qualquer público (desequilíbrio geográfico, horários laborais, valores nada ajustados relativamente à realidade amadora dos treinadores…), e em alguns casos como a FPF que em 2014 no seu Comunicado Oficial nº 302 estipulou que organizaria anualmente, a nível regional, dois momentos de formação contínua, e que depois acabam por não ser cumpridos e mais lamentável nem sequer uma justificação para isso avançam;
- Vamos aguardar pelas alterações que se preveem, mas veremos se não serão mais “para inglês ver” visto que as propostas de alteração avançadas por um “Grupo Técnico” do IPDJ não são o suficientemente necessárias para corrigir este problema que coloca em causa o sistema desportivo.
No entanto, como este grupo se tem desdobrado em reuniões e acredito que esteja a refletir imenso sobre este tema acredito que estas propostas não se fiquem por aqui. O IPDJ estipulou que neste mesmo mês há novidades…por isso vamos aguardar serenamente por notícias nos próximos dias/semanas.
“Assunto: Revalidação de título profissional de treinador de desporto
Solicitou V. Exa. a intervenção deste órgão do Estado, opondo-se aos termos em que decorre a formação de treinadores para revalidação do Título Profissional de Treinador de Desporto, em especial na modalidade de futsal.
Afirmava que é muito onerosa a necessidade de serem reunidos dez créditos em formação, de cinco em cinco anos, com vista a obter aquela renovação.
Entendia, igualmente, existir escassez de formação específica para esta modalidade e, também, que o custo financeiro das formações é muito elevado. Acrescidamente, não é assegurada uma distribuição geográfica adequada das formações, exigindo-se aos interessados os custos inerentes às deslocações, por vezes de centenas de quilómetros, e às estadias.
Defendia, por outro lado, que a formação, sendo legalmente obrigatória, deveria ter apenas os custos inerentes às despesas administrativas.
Por fim, dava conta de que, na modalidade em questão, há um número assinalável de treinadores não profissionais, para os quais os referidos constrangimentos são incomportáveis.
Em suma, pretendia uma mais equilibrada distribuição geográfica dos cursos de formação, para além de custos menores e entendia, também, que a experiência e o trabalho de campo deveriam beneficiar os treinadores no ativo, aos quais era adequado exigir um número inferior de créditos de formação.
Por seu turno, o Senhor Vice-Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Português do Desporto e da Juventude informou que o instituto apoia, através da celebração de contratos-programa com as federações desportivas, a formação contínua de formadores.
Tem sido sugerido o estabelecimento de parcerias entre as federações desportivas e instituições de ensino, bem como a implementação de formas de ensino não presencial.
Mais comunicou que se encontra em estudo a alteração do regime jurídico relativo à formação de treinadores de desporto.
Nesta sequência, solicitámos informação ao Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, o qual confirmou estar em fase de estudo e análise, por um grupo de peritos, a alteração do quadro normativo em vigor, a análise que compreende as questões suscitadas por V. Exa., designadamente quanto aos constrangimentos do atual modelo de formação e, também, quanto ao reconhecimento das cédulas de treinador de desporto.
Fomos esclarecidos que as federações desportivas e os demais agentes desportivos estão a ser consultados quanto às alterações necessárias.
De todo o modo, não é ainda possível elencar as alterações que serão consagradas, estimando-se que a aprovação ocorra no decurso do presente ano (2018).
Considerando que a situação se encontra devidamente encaminhada, foi determinado o arquivamento do processo.
Com os melhores cumprimentos,
A Provedora-Adjunta,
Teresa Anjinho”
Paulo Carvalho
Em Agosto partilhei uma iniciativa de um blog de treinadores de Hóquei em Patins (http://treinadoreshp.blogspot.pt/…/pela-defesa-do-treinador…), relativamente à qual dei o meu contributo ao adaptar esse texto para o Futsal e ter o mesmo fim, ou seja, expor ao Provedor de Justiça a realidade das formações acreditadas com vista à renovação do título profissional de treinador de desporto.
Não o fiz à espera de uma resposta, mas sim simbolicamente tendo em conta esta realidade com a qual eu e a esmagadora maioria dos treinadores não se identifica tal como o recente estudo da Capgemini provou ao apurar que “cerca de 80% dos TPTDs ainda não acumularam mais do que 2 UC, ameaçando desta forma a renovação do título programada para 2018”.
No entanto, recebi esta semana por carta a resposta assinada pela Provedora-Adjunta Teresa Anjinho, que mais abaixo transcrevo.
Acredito que tal como eu, os outros treinadores que o fizeram irão ou já receberam uma carta semelhante.
Aproveito apenas para escrever uns breves apontamentos sobre as informações cedidas pelo Vice-Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Português do Desporto e da Juventude e Secretário de Estado da Juventude e do Desporto:
- É de algum conhecimento que se realizam formações contínuas de formadores, mas até estas têm as suas questões…no âmbito profissional, quem quiser ser formador pode obter um CCP (ex-CAP). E no que toca ao desporto? Quem e de que forma integra os “seminários” que as federações organizam para precisamente formar estes formadores? Será por convite ou é mesmo qualquer um que tenha intenção de o ser que pode frequentar?
- É também sabido que há parcerias com federações e instituições de ensino superior para organizarem ações de formação. O problema é que também é sabido e já por mais uma vez o tenho denunciado que estas não abrangem qualquer público (desequilíbrio geográfico, horários laborais, valores nada ajustados relativamente à realidade amadora dos treinadores…), e em alguns casos como a FPF que em 2014 no seu Comunicado Oficial nº 302 estipulou que organizaria anualmente, a nível regional, dois momentos de formação contínua, e que depois acabam por não ser cumpridos e mais lamentável nem sequer uma justificação para isso avançam;
- Vamos aguardar pelas alterações que se preveem, mas veremos se não serão mais “para inglês ver” visto que as propostas de alteração avançadas por um “Grupo Técnico” do IPDJ não são o suficientemente necessárias para corrigir este problema que coloca em causa o sistema desportivo.
No entanto, como este grupo se tem desdobrado em reuniões e acredito que esteja a refletir imenso sobre este tema acredito que estas propostas não se fiquem por aqui. O IPDJ estipulou que neste mesmo mês há novidades…por isso vamos aguardar serenamente por notícias nos próximos dias/semanas.
“Assunto: Revalidação de título profissional de treinador de desporto
Solicitou V. Exa. a intervenção deste órgão do Estado, opondo-se aos termos em que decorre a formação de treinadores para revalidação do Título Profissional de Treinador de Desporto, em especial na modalidade de futsal.
Afirmava que é muito onerosa a necessidade de serem reunidos dez créditos em formação, de cinco em cinco anos, com vista a obter aquela renovação.
Entendia, igualmente, existir escassez de formação específica para esta modalidade e, também, que o custo financeiro das formações é muito elevado. Acrescidamente, não é assegurada uma distribuição geográfica adequada das formações, exigindo-se aos interessados os custos inerentes às deslocações, por vezes de centenas de quilómetros, e às estadias.
Defendia, por outro lado, que a formação, sendo legalmente obrigatória, deveria ter apenas os custos inerentes às despesas administrativas.
Por fim, dava conta de que, na modalidade em questão, há um número assinalável de treinadores não profissionais, para os quais os referidos constrangimentos são incomportáveis.
Em suma, pretendia uma mais equilibrada distribuição geográfica dos cursos de formação, para além de custos menores e entendia, também, que a experiência e o trabalho de campo deveriam beneficiar os treinadores no ativo, aos quais era adequado exigir um número inferior de créditos de formação.
Por seu turno, o Senhor Vice-Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Português do Desporto e da Juventude informou que o instituto apoia, através da celebração de contratos-programa com as federações desportivas, a formação contínua de formadores.
Tem sido sugerido o estabelecimento de parcerias entre as federações desportivas e instituições de ensino, bem como a implementação de formas de ensino não presencial.
Mais comunicou que se encontra em estudo a alteração do regime jurídico relativo à formação de treinadores de desporto.
Nesta sequência, solicitámos informação ao Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, o qual confirmou estar em fase de estudo e análise, por um grupo de peritos, a alteração do quadro normativo em vigor, a análise que compreende as questões suscitadas por V. Exa., designadamente quanto aos constrangimentos do atual modelo de formação e, também, quanto ao reconhecimento das cédulas de treinador de desporto.
Fomos esclarecidos que as federações desportivas e os demais agentes desportivos estão a ser consultados quanto às alterações necessárias.
De todo o modo, não é ainda possível elencar as alterações que serão consagradas, estimando-se que a aprovação ocorra no decurso do presente ano (2018).
Considerando que a situação se encontra devidamente encaminhada, foi determinado o arquivamento do processo.
Com os melhores cumprimentos,
A Provedora-Adjunta,
Teresa Anjinho”
Paulo Carvalho
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Portugal no Europeu - Por Luís Manta
No momento em que estou a escrever, acaba de terminar o jogo Portugal vs Azerbaijão para os Quartos de Final com vitória por 8-1.
Ainda faltam as Meias Finais e possivelmente a Final ? Pouco me importa, a obrigação está feita e à custa de um trajecto imaculado e nunca feito pela selecção. Soberbo até aqui.
Algumas vezes tenho por este meio, feito análises criticas às prestações menos conseguidas da nossa selecção, mas quando se está perante prestações a roçar a perfeição, mormente e relevo a realizada contra o Azerbaijão, só há que dar os parabéns aos jogadores e principalmente ao treinador Jorge Brás.
Jorge Brás tem o mérito de com um conjunto de jogadores, onde pontifica o melhor jogador do mundo, alguém único com qualidades de génio, acompanhado de mais um, dois jogadores talentosos e, os restantes, são bons jogadores, com compromisso e operários, construir uma equipa onde imperou o colectivo, a organização, a coesão e a atitude competitiva.
Com o modelo de jogo apresentado pela selecção, com a assinatura do treinador, fica provado que a um nível competitivo elevado e atingindo os objectivos, não é preciso fazer 50 remates à baliza para fazer 2 golos...Não é preciso dar "biqueiros" na frente para sair de pressão....Não é preciso jogar de GR Avançado mesmo em situações apertadas...Não é preciso fazer "jogo directo", para jogar em segurança e não sofrer golos...Não é preciso andar em correrias escusadas para criar desequilíbrios no adversário....
O resultado da Meia Final não é indiferente, mas a nossa obrigação está feita, realisticamente somos a 3ª, 4ª selecção mais forte da Europa...
Quem joga com esta qualidade, com esta organização, com esta determinação...tem direito a ser feliz.
VENHA DE LÁ O CANECO
Luís Manta
Ainda faltam as Meias Finais e possivelmente a Final ? Pouco me importa, a obrigação está feita e à custa de um trajecto imaculado e nunca feito pela selecção. Soberbo até aqui.
Algumas vezes tenho por este meio, feito análises criticas às prestações menos conseguidas da nossa selecção, mas quando se está perante prestações a roçar a perfeição, mormente e relevo a realizada contra o Azerbaijão, só há que dar os parabéns aos jogadores e principalmente ao treinador Jorge Brás.
Jorge Brás tem o mérito de com um conjunto de jogadores, onde pontifica o melhor jogador do mundo, alguém único com qualidades de génio, acompanhado de mais um, dois jogadores talentosos e, os restantes, são bons jogadores, com compromisso e operários, construir uma equipa onde imperou o colectivo, a organização, a coesão e a atitude competitiva.
Com o modelo de jogo apresentado pela selecção, com a assinatura do treinador, fica provado que a um nível competitivo elevado e atingindo os objectivos, não é preciso fazer 50 remates à baliza para fazer 2 golos...Não é preciso dar "biqueiros" na frente para sair de pressão....Não é preciso jogar de GR Avançado mesmo em situações apertadas...Não é preciso fazer "jogo directo", para jogar em segurança e não sofrer golos...Não é preciso andar em correrias escusadas para criar desequilíbrios no adversário....
O resultado da Meia Final não é indiferente, mas a nossa obrigação está feita, realisticamente somos a 3ª, 4ª selecção mais forte da Europa...
Quem joga com esta qualidade, com esta organização, com esta determinação...tem direito a ser feliz.
VENHA DE LÁ O CANECO
Luís Manta
domingo, 14 de janeiro de 2018
Como eu vi a final da Taça da Liga - Por Luís Manta
Na actualidade a nível interno, o Sporting C. Portugal é a equipa mais forte, mais competente, com melhor e mais equilibrado plantel. Normalmente contra equipas de menor valia, pratica um futsal de qualidade, compressor, mandão. Só que em jogos de elevada exigência competitiva, com equipas de igual valia, o seu treinador altera por completo a sua ideia de jogo e como GR joga Marcão, abdicando por completo da 1ª fase de construção do jogo nas acções ofensivas, substituindo-as por acções ofensivas de GR Avançado e jogo directo, condicionando e limitando assim, toda a valia colectiva e individual da equipa, transformando as acções ofensivas em algo previsivel e de fácil oposição.
E foi isto que aconteceu na 1ª parte, perante um S.L.Benfica na expectativa, humilde, brioso e determinado, que assumia estar perante um adversário de grande competência e superior.
Surpreendentemente, aos 9' de jogo, o S.L.Benfica com 4 faltas e o Sporting C.P: continua a apostar em acções ofensivas de GR Avançado e no jogo directo e, assim foi até final da 1ª parte. O que não se compreende, pois para forçar o adversário a fazer a 5ª, 6ª e mais faltas, aconselha-se a individualização do jogo por alguns jogadores dotados para isso...má leitura do jogo por parte do treinador, o que vem sendo habitual neste tipo de jogos.
Na 2ª parte o Sporting C.P. tentou alterar a ideia de jogo, jogando menos com Marcão, mas já tinha dado meia parte de avanço...
Após o 3º golo, aposta no GR Avançado (sem Marcão) por parte do Sporting C.P., o que no futsal actual e a este nível se torna ineficaz e quase como que uma prova de vida...
O futsal praticado por estas duas equipas dá sempre resultado a nível interno, vão discutindo os títulos entre sí, mas só isso...enquanto não alterarem a sua ideia de jogo, a sua forma de jogar futsal, dificilmente conseguirão ganhar algo a nível internacional.
Vitória justa do S.L.Benfica, pela sua entrega e concentração defensiva, perante um Sporting C.P. manietado por opção técnica e menos competente na finalização, como já vem sendo hábito.
Luís Manta
E foi isto que aconteceu na 1ª parte, perante um S.L.Benfica na expectativa, humilde, brioso e determinado, que assumia estar perante um adversário de grande competência e superior.
Surpreendentemente, aos 9' de jogo, o S.L.Benfica com 4 faltas e o Sporting C.P: continua a apostar em acções ofensivas de GR Avançado e no jogo directo e, assim foi até final da 1ª parte. O que não se compreende, pois para forçar o adversário a fazer a 5ª, 6ª e mais faltas, aconselha-se a individualização do jogo por alguns jogadores dotados para isso...má leitura do jogo por parte do treinador, o que vem sendo habitual neste tipo de jogos.
Na 2ª parte o Sporting C.P. tentou alterar a ideia de jogo, jogando menos com Marcão, mas já tinha dado meia parte de avanço...
Após o 3º golo, aposta no GR Avançado (sem Marcão) por parte do Sporting C.P., o que no futsal actual e a este nível se torna ineficaz e quase como que uma prova de vida...
O futsal praticado por estas duas equipas dá sempre resultado a nível interno, vão discutindo os títulos entre sí, mas só isso...enquanto não alterarem a sua ideia de jogo, a sua forma de jogar futsal, dificilmente conseguirão ganhar algo a nível internacional.
Vitória justa do S.L.Benfica, pela sua entrega e concentração defensiva, perante um Sporting C.P. manietado por opção técnica e menos competente na finalização, como já vem sendo hábito.
Luís Manta
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
O movimento FUTSAL - a mudança - Por Luís Manta
A iniciativa do movimento FUTSAL - a mudança, não me pertence, mas associo-me a ele de forma clara e inequívoca. O FUTSAL nacional precisa mesmo de mudança.
Por algumas conversas com alguns membros e pelo que vou lendo, o movimento Futsal - a mudança, não é contra nada nem ninguém, mas sim a favor de um futsal mais próximo e amigo dos clubes e, treinadores.
O movimento FUTSAL - a mudança, não pretende que o futsal se desvincule da F.P.F., pretende somente criar condições para que os clubes e os treinadores, se sintam representados e tenham interlocutores válidos junto da F.P.F.
Quem está no "meio" do futsal, sabe da insatisfação dos clubes sobre uma série de problemas, seja do regresso da 3ª Divisão Nacional, seja dos quadros competitivos, seja da obrigatoriedade de equipas de formação em função das equipas presentes nos nacionais, seja dos jogadores formados localmente, seja dos jogadores estrangeiros, seja do policiamento dos jogos, seja das despesas disciplinares, seja o futsal feminino, seja....A verdade, é que os clubes de futsal, não se sentem bem representados pelas diversas Associações de Futebol junto da Federação Portuguesa de Futebol e daí a iniciativa para a criação da ANCF - Associação Nacional Clubes de Futsal, como verdadeira e única representante dos anseios e problemas dos clubes de futsal.
A insatisfação estende-se aos treinadores de futsal, que não vêem na ANTF o empenho nem a legitimidade na defesa dos seus interesses, seja a questão dos créditos para a renovação das Cédulas de Treinador, seja os contratos de trabalho para os treinadores, seja a falta de habilitações para estar no banco, seja...A verdade, é que os treinadores não se sentem minimamente representados pela ANTF e daí a iniciativa para a criação da APTF - Associação Portuguesa Treinadores de Futsal, como verdadeira e única representante dos anseios e problemas dos treinadores de futsal.
No dia 08 de Dezembro em Gondomar, vai-se dar inicio a uma nova fase do futsal em Portugal (creio eu), com a realização da reunião preparatória para a criação da ANCF e da APTF. A curto prazo se realizarão outras reuniões em diversos locais do território nacional.
Iniciativa de louvar em prol do futsal. Bem-hajam
Luís Manta
Por algumas conversas com alguns membros e pelo que vou lendo, o movimento Futsal - a mudança, não é contra nada nem ninguém, mas sim a favor de um futsal mais próximo e amigo dos clubes e, treinadores.
O movimento FUTSAL - a mudança, não pretende que o futsal se desvincule da F.P.F., pretende somente criar condições para que os clubes e os treinadores, se sintam representados e tenham interlocutores válidos junto da F.P.F.
Quem está no "meio" do futsal, sabe da insatisfação dos clubes sobre uma série de problemas, seja do regresso da 3ª Divisão Nacional, seja dos quadros competitivos, seja da obrigatoriedade de equipas de formação em função das equipas presentes nos nacionais, seja dos jogadores formados localmente, seja dos jogadores estrangeiros, seja do policiamento dos jogos, seja das despesas disciplinares, seja o futsal feminino, seja....A verdade, é que os clubes de futsal, não se sentem bem representados pelas diversas Associações de Futebol junto da Federação Portuguesa de Futebol e daí a iniciativa para a criação da ANCF - Associação Nacional Clubes de Futsal, como verdadeira e única representante dos anseios e problemas dos clubes de futsal.
A insatisfação estende-se aos treinadores de futsal, que não vêem na ANTF o empenho nem a legitimidade na defesa dos seus interesses, seja a questão dos créditos para a renovação das Cédulas de Treinador, seja os contratos de trabalho para os treinadores, seja a falta de habilitações para estar no banco, seja...A verdade, é que os treinadores não se sentem minimamente representados pela ANTF e daí a iniciativa para a criação da APTF - Associação Portuguesa Treinadores de Futsal, como verdadeira e única representante dos anseios e problemas dos treinadores de futsal.
No dia 08 de Dezembro em Gondomar, vai-se dar inicio a uma nova fase do futsal em Portugal (creio eu), com a realização da reunião preparatória para a criação da ANCF e da APTF. A curto prazo se realizarão outras reuniões em diversos locais do território nacional.
Iniciativa de louvar em prol do futsal. Bem-hajam
Luís Manta
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
FUSAL DA 2ª DIVISAO - O Fundo do Poço - Por Fernando Parente
Se
há cinco anos atrás escrevi num dos meus artigos que o Futsal em geral
caminhava para o fundo do poço, desta vez apetece-me dizer que, se a
Liga Sportzone estagnou em todo o seu ser, a 2ª Divisão, na sua quarta
época de novo modelo competitivo, que entrou em vigor em 2014-15, está
mesmo a bater no fundo do poço. E quer-me parecer que há alguém que lhe
interessa que bata mesmo…
Para
quem pensava que alterar o modelo competitivo da 2ª Divisão Nacional,
extinguir a 3ª Divisão, facilitar a subida das equipas campeãs
distritais aos nacionais e, melhorar o nível competitivo da nossa
modalidade iria dar certo, enganou-se redondamente.Para
quem ousou pensar que com as alterações mencionadas atrás iria acabar
com a desistência de clubes, deixe-me só relembrá-lo: Casa do FC Porto
de Mêda, Empregados do Comércio, Lamas Futsal, ADR Mata (prefere jogar
na distrital AF Leiria), são alguns dos exemplos de equipas que, mesmo
indo à fase de promoção, deixaram de fazer parte da nossa modalidade.Muitos
de nós, agentes da modalidade, temos a perfeita noção de que, vocês aí,
sentados no poleiro, não querem saber para nada da 2ª Divisão, nem dos
campeonatos distritais. A cada ano que passa dificultam mais a vida aos
clubes, pois não é com certas obrigações que vão conseguir os vossos
intentos.O
sonho demagogo em insistir olhar para o “vizinho” do lado e querer uma
Liga Sportzone e uma II Liga de Futsal profissional não passa mesmo
disso, de um sonho vosso.BASTA.
Olhem para a nossa modalidade e principalmente para nos (2ª Divisão,
distritais e feminino) como devem olhar, não com os olhos de quem vê uma
modalidade de pavilhão a ser mais espetacular que o futebol, o vosso
filho barão. Não nos tratem como enteados. Para isso deixem-nos reativar
algo que sempre se preocupou com a modalidade, deixem-nos reativar a
Federação Portuguesa de Futsal. Queremos alguém que se importe connosco,
que nos ouça, que compreenda as dificuldades que os clubes têm, e que
nos ajude a ultrapassá-las.
Não queremos uma Federação distante. Uma Federação que coloca ano após ano, época após época, cada vez mais entraves aos clubes. Uma Federação que altera os regulamentos e não dá cavaco nenhum aos clubes. Pior, uma Federação que altera os regulamentos (embora o modelo competitivo seja o mesmo), e não ouve os clubes interessados.Não queremos uma Federação que só olhe para as seleções nacionais, uma Federação que só olhe para a Liga Sportzone e escolha os dois clubes que devem subir e descer para tentar profissionalizar aquilo que não tem sido capazes.Não queremos que olhem apenas para os números de praticantes. Esse foi e tem sido o vosso único triunfo.Mais uma vez, BASTA.
Basta de nos atirarem areia para os olhos. Todos já vimos o grande erro que cometeram em extinguir a 3ª Divisão. Vocês também já deram conta, mas custa voltar atrás numa decisão, não é? Nós sabemos que custa.E então as dificuldades que os clubes sentem e têm para poder competir, isso não vos custa, pois não? Claro que não, vocês não se importam. Até que ponto as vossas alterações/obrigações nos vão levar? A querer que a 2ª Divisão termine a médio longo prazo? Num espaço de 4/5 anos? Por este andar acredito muito que sim. Querem uma 2ª Divisão apenas com 14 clubes, e com algum poder económico para vos satisfazer? Então assumam isso duma vez e não enganem ninguém.
Onde está o Plano Estratégico para o Futsal que deveria ter entrado em vigor em 2012? Pois é, não está em lado nenhum.Querem exemplos concretos? Aqui vão alguns para vos reavivar a memória. E vamos aos mais recentes, que ainda estão fresquinhos. Época 2017-2018, 2ª Divisão Nacional. A composição das séries sai a um mês do início do campeonato. Porquê? Porque simplesmente essa mesma composição iria dar borrada, iria dar reações negativas como deu. Simplesmente inexplicável o que fizeram, ainda por cima quando apenas enviaram as composições das mesmas a um sábado de manhã…brincadeirinha meus amigos.
Não queremos uma Federação distante. Uma Federação que coloca ano após ano, época após época, cada vez mais entraves aos clubes. Uma Federação que altera os regulamentos e não dá cavaco nenhum aos clubes. Pior, uma Federação que altera os regulamentos (embora o modelo competitivo seja o mesmo), e não ouve os clubes interessados.Não queremos uma Federação que só olhe para as seleções nacionais, uma Federação que só olhe para a Liga Sportzone e escolha os dois clubes que devem subir e descer para tentar profissionalizar aquilo que não tem sido capazes.Não queremos que olhem apenas para os números de praticantes. Esse foi e tem sido o vosso único triunfo.Mais uma vez, BASTA.
Basta de nos atirarem areia para os olhos. Todos já vimos o grande erro que cometeram em extinguir a 3ª Divisão. Vocês também já deram conta, mas custa voltar atrás numa decisão, não é? Nós sabemos que custa.E então as dificuldades que os clubes sentem e têm para poder competir, isso não vos custa, pois não? Claro que não, vocês não se importam. Até que ponto as vossas alterações/obrigações nos vão levar? A querer que a 2ª Divisão termine a médio longo prazo? Num espaço de 4/5 anos? Por este andar acredito muito que sim. Querem uma 2ª Divisão apenas com 14 clubes, e com algum poder económico para vos satisfazer? Então assumam isso duma vez e não enganem ninguém.
Onde está o Plano Estratégico para o Futsal que deveria ter entrado em vigor em 2012? Pois é, não está em lado nenhum.Querem exemplos concretos? Aqui vão alguns para vos reavivar a memória. E vamos aos mais recentes, que ainda estão fresquinhos. Época 2017-2018, 2ª Divisão Nacional. A composição das séries sai a um mês do início do campeonato. Porquê? Porque simplesmente essa mesma composição iria dar borrada, iria dar reações negativas como deu. Simplesmente inexplicável o que fizeram, ainda por cima quando apenas enviaram as composições das mesmas a um sábado de manhã…brincadeirinha meus amigos.
“REGULAMENTO Campeonato Nacional da II Divisão de FutsalCAPÍTULO II Organização TécnicaArtigo 11.º Formato da Competição
1.
O Campeonato Nacional da II Divisão de Futsal é constituído por 3
fases, sendo os Clubes agrupados por séries, de acordo com o
estabelecido no Anexo I do presente Regulamento.
2.
O agrupamento das séries é elaborado pela FPF é elaborado de acordo com
a localização geográfica dos clubes, em conformidade com critério
publicitado por Comunicado.
Onde
está a lógica da composição das séries este ano? Localização
geográfica? Alguns não se importam de engolir essa denominação, outros,
como eu, preferem que não nos gozem mais.O Mogadouro, uma equipa da AF Bragança, salta da série A para a série B, onde na maioria são equipas da AF Porto?Os
Amigos Abeira Douro, que sempre competiram na série B, equipa que
pertence à AF Vila Real, salta para a série C, composta por equipas das
AF´s de Aveiro e Viseu, quando as da sua Associação e Associações mais
perto militam na série A e B?Porque
será que o Póvoa Futsal e o Caxinas num ano ficaram as duas equipas na
mesma série, no ano a seguir uma ficou na A e a outra saltou para a B e
este ano estão as duas na B. Há localização geográfica em relação a
estas duas equipas? Não, não há.Meus
amigos, não brinquem connosco. Vocês estão, com estas medidas, não a ir
pela localização geográfica, como querem fazer crer, mas a levar os
clubes em direção ao abismo. Contem os quilómetros de distância, vá lá,
contem os quilómetros que as equipas têm de fazer. Parem e vejam as
Associações a que cada clube pertence e depois realmente tentem agir em
conformidade.Outro
exemplo: as equipas da AF Madeira. Pela lógica devem permanecer nas
séries onde coexistam equipas mais perto dos aeroportos. Se anos houve
em que uma delas ficou na série mais a norte, com equipas do Porto,
ultimamente têm ficado na série de Lisboa. Acontece que algumas equipas
de Lisboa este ano ficaram na série F, juntamente com as do Algarve. E
as equipas da Madeira ficaram na série E, onde, além de aterrarem em
Lisboa, terão de realizar muitos mais quilómetros: vão para Óbidos,
Fátima, Ponte de Sor, Alcobaça, Porto de Mós, etc, há lógica? Penso que
não.
Mas ainda há mais amigos: porque será que agora os agentes desportivos (treinadores, dirigentes) têm de estar vestidos de cores completamente diferentes do clube da casa, do clube adversário e, vejam só, até dos árbitros. Lógica nenhuma ter que andar com não sei quantos polos e casacos diferentes, só para inglês ver. Ridículo, simplesmente ridículo.
Como ridícula é a tão propalada lei dos cartões amarelos. No futsal, cartões amarelos dar castigo? Esta, sem dúvida, é para rir. Vocês querem tirar toda a intensidade de um jogo que é intenso?Esta dos cartões amarelos, é quase idêntica à dos vermelhos nas fases regulares: és expulso, ficas apenas um jogo de fora, mas nas fases de decisão, com o mesmo cartão vermelho e dependendo do clube que representas, podes levar muitos mais.
Querem mais? Os policiamentos aos jogos. Digam-me a razão porque numa época um clube sem policiamento (mas com segurança privada), não pode jogar e perde o jogo por 0-3 e recentemente, numa situação idêntica (segurança do clube), o jogo é mandado repetir e não dá pena de derrota para quem prevaricou? E porque essa alteração não foi anunciada aos clubes com tempo? Teve de suceder para que muitos agentes desportivos e clubes tenham a noção de que a FPF abriu um grave precedente com a alteração do artigo 85º das leis de jogo, onde agora permite que um clube possa pelo menos num jogo não requisitar policiamento, que não o perde?Paga a quota de arbitragem, certo. Paga as despesas ao adversário, certo. Mas não perde o jogo. E se esse ou esses clubes forem espertos, basta ter um jogo importante em que tenham jogadores nucleares lesionados ou castigados para o fazer…isto vai dar lenha para queimar.
Outra questão muito pertinente: renovação das cédulas de treinadores. Já se falou muito nisto, mas parece que todos têm receio de falar. Não faz sentido, e querem saber porquê? Porque apenas andamos a pagar para ter algo que já está pago e para encher os bolsos de quem não precisa. E para quê gastarmos dinheiro, se são sempre os mesmos que continuam no poleiro. No poleiro das seleções, no poleiro da liga sportzone, no poleiro das formações.Digam-me qual é a lógica de, neste momento, quem quiser tirar o 1º e 2º grau de Treinador, em vez de o fazer em alguns meses como anteriormente, tem no máximo entre dois a quatro anos para os tirar? É quase como a situação dos pagamentos aos tutores. Há associações que pagam, e depois há as outras, que até iam pagar, mas serve como desculpa o fato de a FPF não ter remetido nenhum comunicado para o fazerem. Mas continuar um curso de grau dois sem o número suficiente de treinadores para o realizar e ir contra o que está estipulado pela FPF, já se pode fazer, enfim.
Não nos deixam reativar a Federação Portuguesa de Futsal, pois não? Não lhes convém, não é?Pode ser que os clubes abram os olhos de uma vez e criem a tão propalada Associação Nacional Clubes Futsal, vulgo ANC Futsal. Aí vocês vão mexer-se, aí vão querer preocupar-se com a nossa modalidade, mas aí já será uma realidade bem diferente para o nosso futsal, e já será tarde demais para vocês que nada fazem por ele.Lembrem-se que neste momento não são só equipas da 2ª Divisão Nacional que desistem. Já começam equipas e com historial a prescindir de entrar no feminino. Temos o mais recente exemplo dos Restauradores Avintenses.E qualquer dia vamos ter a série Açores a revoltar-se, pois não faz sentido a FPF continuar a gozar e abusar das boas intenções que os agentes desportivos nos Açores tem. Parem também de lhes atirar com areia para os olhos. A Série Açores funciona para as equipas que a constituem quase como a distrital que já tinham antes, só e apenas uma equipa em oito, neste caso, terá o direito de jogar na fase de promoção contra as restantes. Acham que isso dá evolução para as equipas açoreanas? Nem existe evolução, nem competitividade que permita a uma dessas equipas poder lutar pela promoção.
Outra situação caricata é o calendário da 2ª Divisão. Apesar de terminar um mês e meio antes do que era usual, existem datas que devem ser respeitadas e não haver jogos. Qual o fundamento de se jogar no fim de semana da Páscoa? E no dia dos fiéis (1 de novembro)? E já agora, porque é que este ano jogamos a 30 de dezembro, faz sentido? São alturas de estar em família, não de jogar.
Mas a grande questão é o despesismo latente inerente à própria competição.Qual a lógica das despesas disciplinares? Porque é que um clube, quando é castigado, paga mais de custas processuais do que da multa inerente ao castigo efetuado? Já para não falar da nova moda dos cartões: atletas e dirigentes são realizados via associação, têm um preço. Já o dos treinadores tem de ser via ANTF e paga-se um balúrdio por um misero cartão.Infelizmente as despesas são cada vez maiores para os clubes. O futsal está a enveredar por um caminho onde só os mais fortes economicamente vão poder competir.Mas isto vai apenas subsistir até os clubes irem para as assembleias gerais, irem para as Associações fazer barulho, fazer-se ouvir, e até para os fóruns da modalidade. Tem, de uma vez por todas, de se acabar com a injustiça e imoralidade que todos os anos são cometidas contra os clubes. Somos pequenos, mas somos honrados. E nunca se esqueçam, os que ajudaram a fazer do futsal aquilo que ele é hoje, estão na sua maior parte nas divisões secundárias pois não há espaço para todos na liga, mas esses estão fartos de lutar pelo amor que têm pela modalidade, agora têm de lutar pela verdade desportiva.
Mas haverá muito mais para falar: competições distritais, obrigatoriedade de um clube ter “x” equipas de formação para poder competir num nível superior (sem que alguém faça o seu trabalho associação a associação para ter a noção da realidade dos clubes), convocatórias das seleções, observação de jogos, enfim, uma panóplia do que está mal e deve mudar.Antes que seja tarde demais e eles matem a nossa modalidade, vamos unir-nos e lutar por ela. Fomos nós que a construímos, fomos nós que a elevamos a um patamar mais elevado, fomos nós…
Por último, deixem-me acrescentar o seguinte: se os responsáveis pela origem e promoção (pelo desporto anárquico e indígena), pelos maus serviços desportivos e sociais, não forem sancionados e excluídos pelas respetivas estruturas, a sociedade encarregar-se-á de eliminar esses parasitas desportivos e sociais, seja qual for a sua cor, a sua raça ou religião.A utilidade pública deve ser retirada a todas as instituições que não cumprem e respeitem a governação.Legislar por conveniência de contexto é próprio de uma sociedade selvagem que não se respeita.Há que ter a noção que o centro do desporto é o praticante/atleta/jogador.Há que ganhar consciência dos danos que o mau desporto e o mau dirigismo causam ao desporto e à sociedade.
Mas ainda há mais amigos: porque será que agora os agentes desportivos (treinadores, dirigentes) têm de estar vestidos de cores completamente diferentes do clube da casa, do clube adversário e, vejam só, até dos árbitros. Lógica nenhuma ter que andar com não sei quantos polos e casacos diferentes, só para inglês ver. Ridículo, simplesmente ridículo.
Como ridícula é a tão propalada lei dos cartões amarelos. No futsal, cartões amarelos dar castigo? Esta, sem dúvida, é para rir. Vocês querem tirar toda a intensidade de um jogo que é intenso?Esta dos cartões amarelos, é quase idêntica à dos vermelhos nas fases regulares: és expulso, ficas apenas um jogo de fora, mas nas fases de decisão, com o mesmo cartão vermelho e dependendo do clube que representas, podes levar muitos mais.
Querem mais? Os policiamentos aos jogos. Digam-me a razão porque numa época um clube sem policiamento (mas com segurança privada), não pode jogar e perde o jogo por 0-3 e recentemente, numa situação idêntica (segurança do clube), o jogo é mandado repetir e não dá pena de derrota para quem prevaricou? E porque essa alteração não foi anunciada aos clubes com tempo? Teve de suceder para que muitos agentes desportivos e clubes tenham a noção de que a FPF abriu um grave precedente com a alteração do artigo 85º das leis de jogo, onde agora permite que um clube possa pelo menos num jogo não requisitar policiamento, que não o perde?Paga a quota de arbitragem, certo. Paga as despesas ao adversário, certo. Mas não perde o jogo. E se esse ou esses clubes forem espertos, basta ter um jogo importante em que tenham jogadores nucleares lesionados ou castigados para o fazer…isto vai dar lenha para queimar.
Outra questão muito pertinente: renovação das cédulas de treinadores. Já se falou muito nisto, mas parece que todos têm receio de falar. Não faz sentido, e querem saber porquê? Porque apenas andamos a pagar para ter algo que já está pago e para encher os bolsos de quem não precisa. E para quê gastarmos dinheiro, se são sempre os mesmos que continuam no poleiro. No poleiro das seleções, no poleiro da liga sportzone, no poleiro das formações.Digam-me qual é a lógica de, neste momento, quem quiser tirar o 1º e 2º grau de Treinador, em vez de o fazer em alguns meses como anteriormente, tem no máximo entre dois a quatro anos para os tirar? É quase como a situação dos pagamentos aos tutores. Há associações que pagam, e depois há as outras, que até iam pagar, mas serve como desculpa o fato de a FPF não ter remetido nenhum comunicado para o fazerem. Mas continuar um curso de grau dois sem o número suficiente de treinadores para o realizar e ir contra o que está estipulado pela FPF, já se pode fazer, enfim.
Não nos deixam reativar a Federação Portuguesa de Futsal, pois não? Não lhes convém, não é?Pode ser que os clubes abram os olhos de uma vez e criem a tão propalada Associação Nacional Clubes Futsal, vulgo ANC Futsal. Aí vocês vão mexer-se, aí vão querer preocupar-se com a nossa modalidade, mas aí já será uma realidade bem diferente para o nosso futsal, e já será tarde demais para vocês que nada fazem por ele.Lembrem-se que neste momento não são só equipas da 2ª Divisão Nacional que desistem. Já começam equipas e com historial a prescindir de entrar no feminino. Temos o mais recente exemplo dos Restauradores Avintenses.E qualquer dia vamos ter a série Açores a revoltar-se, pois não faz sentido a FPF continuar a gozar e abusar das boas intenções que os agentes desportivos nos Açores tem. Parem também de lhes atirar com areia para os olhos. A Série Açores funciona para as equipas que a constituem quase como a distrital que já tinham antes, só e apenas uma equipa em oito, neste caso, terá o direito de jogar na fase de promoção contra as restantes. Acham que isso dá evolução para as equipas açoreanas? Nem existe evolução, nem competitividade que permita a uma dessas equipas poder lutar pela promoção.
Outra situação caricata é o calendário da 2ª Divisão. Apesar de terminar um mês e meio antes do que era usual, existem datas que devem ser respeitadas e não haver jogos. Qual o fundamento de se jogar no fim de semana da Páscoa? E no dia dos fiéis (1 de novembro)? E já agora, porque é que este ano jogamos a 30 de dezembro, faz sentido? São alturas de estar em família, não de jogar.
Mas a grande questão é o despesismo latente inerente à própria competição.Qual a lógica das despesas disciplinares? Porque é que um clube, quando é castigado, paga mais de custas processuais do que da multa inerente ao castigo efetuado? Já para não falar da nova moda dos cartões: atletas e dirigentes são realizados via associação, têm um preço. Já o dos treinadores tem de ser via ANTF e paga-se um balúrdio por um misero cartão.Infelizmente as despesas são cada vez maiores para os clubes. O futsal está a enveredar por um caminho onde só os mais fortes economicamente vão poder competir.Mas isto vai apenas subsistir até os clubes irem para as assembleias gerais, irem para as Associações fazer barulho, fazer-se ouvir, e até para os fóruns da modalidade. Tem, de uma vez por todas, de se acabar com a injustiça e imoralidade que todos os anos são cometidas contra os clubes. Somos pequenos, mas somos honrados. E nunca se esqueçam, os que ajudaram a fazer do futsal aquilo que ele é hoje, estão na sua maior parte nas divisões secundárias pois não há espaço para todos na liga, mas esses estão fartos de lutar pelo amor que têm pela modalidade, agora têm de lutar pela verdade desportiva.
Mas haverá muito mais para falar: competições distritais, obrigatoriedade de um clube ter “x” equipas de formação para poder competir num nível superior (sem que alguém faça o seu trabalho associação a associação para ter a noção da realidade dos clubes), convocatórias das seleções, observação de jogos, enfim, uma panóplia do que está mal e deve mudar.Antes que seja tarde demais e eles matem a nossa modalidade, vamos unir-nos e lutar por ela. Fomos nós que a construímos, fomos nós que a elevamos a um patamar mais elevado, fomos nós…
Por último, deixem-me acrescentar o seguinte: se os responsáveis pela origem e promoção (pelo desporto anárquico e indígena), pelos maus serviços desportivos e sociais, não forem sancionados e excluídos pelas respetivas estruturas, a sociedade encarregar-se-á de eliminar esses parasitas desportivos e sociais, seja qual for a sua cor, a sua raça ou religião.A utilidade pública deve ser retirada a todas as instituições que não cumprem e respeitem a governação.Legislar por conveniência de contexto é próprio de uma sociedade selvagem que não se respeita.Há que ter a noção que o centro do desporto é o praticante/atleta/jogador.Há que ganhar consciência dos danos que o mau desporto e o mau dirigismo causam ao desporto e à sociedade.
Fernando Parente
quarta-feira, 3 de maio de 2017
A FORMAÇÃO MERECE RESPEITO - Por Manuel Pina Ferreira
Desta feita, vou escrever ( sobre futsal) mas sobre um tema que não é do meu agrado e que, deixo sempre, para análise de outros. Mas, lamentavelmente, o que presenciei ontem, num jogo de BENJAMINS, ultrapassou tudo o que se pode imaginar, demonstrando que há pessoas que não podem, nem têm capacidade para dirigir qualquer jogo.
Relembro que estou a falar do escalão de Benjamins que deveria ser o principio/base da formação do jovem atleta, como é aceite e defendido por todos dirigente, clubes e Associações.
Começando este tema, exactamente, pelo papel de Associações – neste caso, a AF Porto – devo referir, que a Comissão Arbitragem da AF Porto deveria ter mais cuidado pelas nomeações (sensibilidade e preparação para dirigirem estes escalões) o que muitas vezes não acontece.
Acima de tudo, será minha intenção neste exposição pessoal, chamar a atenção dessa mesma Comissão.
A manhã de domingo começou mal, no respeitante a arbitragem. No mesmo pavilhão estavam marcados quatro jogos de equipas de formação do Boavista Futebol Clube. Entre eles aconteceria um jogo do escalão de juvenis (Juniores B, como pomposa e erradamente se chama) que decidiria a passagem para a segunda fase, da Taça Complementar da AF Porto. Estava convocada uma dupla de arbitragem que incluía um árbitro estagiário que ia realizar o seu primeiro jogo… Algum dia o terá que realizar, como é lógico, mas que o seu primeiro jogo fosse “final” é no mínimo um “presente envenenado para o jovem e inexperiente juiz”.
Talvez, por intervenção de alguém (com sensibilidade) junto à Comissão de Arbitragem, este estagiário foi substituído neste jogo, mantendo-se nos outros três.
Salvou-se, com tempo, esta situação. Nos restantes jogos ficou provado que o jovem estagiário, quase não apitou a nenhum lance deixando tudo para o seu colega, mais antigo.
O Jogo de Benjamins…
Foi precisamente esse árbitro mais antigo, que infringiu por várias vezes as leis naturais da integridade, exigida a um juiz. Defraudou, manipulou e controlou ao seu belo prazer o jogo, deixando no final do mesmo, vários miúdos a chorar no terreno de jogo.
Lamentável e só possível de imaginar… vendo.
O jogo de Benjamins, apresentava-se como sendo, de um grau de dificuldade elevada (disputava-se a atribuição do terceiro e quarto posto da Fase de Campeão) redundando no seu final, como o exemplo de tudo o que não pode acontecer em nenhum escalão, muito menos, no escalão de Benjamins.
O jogo, que estava interessante em que as duas equipas se batiam correctamente pelo resultado, foi completamente adulterado -mesmo no resultado final - por um arbitro com alguma experiência ( já não falo do estagiário, que tem alguma desculpa) que conseguiu denegrir a imagem do futsal, com decisões que trouxeram manifesto prejuízo ao Boavista FC e que passo a mencionar em três situações, que considero as mais graves:
1º - O árbitro, Senhor Hélder Corria, anulou um golo, que todos os presentes concordaram como sendo limpo - em que a bola foi a trave e ao cair no chão, bateu claramente dentro da baliza. Todas pessoas na estava na bancada, confirma esse facto, mas ao qual eu dou o benefício da dúvida… para defender o Senhor Hélder.
Apresento um vídeo que confirma o que afirmo.
Se no primeiro lance, dou o benefício da dúvida, nos restantes, não o posso fazer, dado serem situações graves e mal decididas pelo Senhor Hélder Correia, já que o seu colega estagiária, nem o direito lhe era dado, para tirar qualquer dúvida. O jogo era dirigido pelo Senhor Hélder na companhia do seu “Ego”.
2º - Agressões. No calor da luta, um jovem (benjamins) agrediu um atleta do Boavista (vídeo 2) e em seguida um outro atleta do Boavista, veio em defesa do seu colega, realizando igual acção. Assim, ficaram envolvidos neste caso três atletas. O que agrediu primeiro, o que foi agredido e o que respondeu…
Decisão do Senhor Hélder.
Mandou que o treinador do Boavista FC, retirasse do terreno de jogo, o atleta que respondeu à agressão (defendendo o colega) e feito o mesmo pedido ao treinador do Rebordosafut, para retira o agressor.
Tentou o Senhor Hélder “evitar fazer sangue” num jogo de Benjamins, mas errou ao ser claramente injusto, ao permitir a continuação de um atleta que agrediu um adversário…
A solução (pacífica) teria ter “convidado” o primeiro agressor e só esse, a deixar o jogo, sem lhe exibir (no seu critério) o vermelho. Agora penalizar os dois, foi no mínimo injusto. O miúdo que defendeu o colega foi, bastante insultado de FDP e acabou como o “mau da fita”, por clara falta de poder decisório e rápido do Senhor Hélder.
3º Com o “caldo entornado” o Senhor Hélder tem a pior decisão de todo o jogo, ao invalidar um golo limpo, quando faltava um minuto para terminar o jogo, que daria o 5-4 para o Boavista FC. (novo vídeo).
O árbitro, afirmou que a bola não entrou, (segunda vez, que afirma o mesmo) quando na realidade foi um golo obtido de “chapéu”.
No seguimento, da subtração deste golo, o treinador do Boavista FC, tentou falar com o árbitro, dizendo-lhe e demonstrando-lhe que tinha sido golo e este não admitiu essa demonstração, acabando por expulsar o técnico.
Na sequência, do lance, os jogadores do Boavista, ficaram perturbados e a chorar pela injustiça que lhes estava a ser feita, perdendo o discernimento.
Os miúdos do Rebordosafut, beneficiando dessa enorme confusão, responderam com um lance ataque e conseguiram a alcançar o 5-4. Em segundo tudo foi alterado e adulterada e a classificação completa invertida.
De notar, que os dirigentes, do Rebordosafut e seus técnicos nada tiveram “a ver” com esta situação. Sendo no final do jogo, testemunhas da validade do golo anulado.
O jogo terminou com uma enorme confusão com os dirigentes do Boavista, a tentarem acalmar os ânimos dos pais dos atletas, que revoltados com a situação queriam tirar satisfações com o árbitro do “roubo” que tinha feito.
LINK PARA REVEREM IMAGENS
Solicitei o filme ao Departamento de Futsal do Boavista e deixo aqui o link para todos verem as imagens
https://drive.google.com/folderview?id=0B2YgIAcJoDolT2lZQzNfUXJIQ0k
Sou, todos que me conhecem sabem, contra este tipo de intervenções e criticas sobre a arbitragem e igualmente, co o “calor” com que os pais veem os jogos, mas temos que concordar que há situações que ultrapassam em muito o aceitável, fazendo transbordar emoções que se podem tornar explosivas.
Termino com um facto e um conselho.
O facto, positivo, é que estavam presentes no jogo dois agentes da PSP, que a tudo assistiram, que o Boavista Futebol Clube, sempre requisita, mesmo para jogos de escalões inferiores.
Teve, por isso, o Senhor Hélder todas as condições para fazer trabalho rigoroso e independente, ou …terá sido, por ter essas condições de segurança que actuou assim?
O conselho para a Comissão de arbitragem. Iniciem a actividade dos árbitros/estagiários, em jogos dos escalões de Traquinas e Petizes ou, compondo duplas com membros que respeitem integralmente a personalidade do colega estagiário. O que não fez – em nenhum dos casos – o Senhor Hélder. Tudo teria sido evitado se o estagiário tivesse direito a apitar lances, ou dar a sua opinião.
Penso, que – pelo menos – nos tempos mais próximos, haver o cuidado de não nomearem o senhor Hélder para jogos do Boavista, porque a revolta que ficou era enorme.
Nota final: debrucei-me apenas pelos lances que vi num jogo adulterado (os Dirigentes do Rebordosafut, estavam também incrédulos, e nem me debruço sobre as consequentes ilações que as pessoas tiraram.
Para mim, foi uma manhã negativa para o futsal de formação, com claras culpas de pessoas que nas Associações, têm por hábitos exibir os cartões de livre transito e sobre jogos…não tem tempo de assistir.
Manuel Pina Ferreira
Relembro que estou a falar do escalão de Benjamins que deveria ser o principio/base da formação do jovem atleta, como é aceite e defendido por todos dirigente, clubes e Associações.
Começando este tema, exactamente, pelo papel de Associações – neste caso, a AF Porto – devo referir, que a Comissão Arbitragem da AF Porto deveria ter mais cuidado pelas nomeações (sensibilidade e preparação para dirigirem estes escalões) o que muitas vezes não acontece.
Acima de tudo, será minha intenção neste exposição pessoal, chamar a atenção dessa mesma Comissão.
A manhã de domingo começou mal, no respeitante a arbitragem. No mesmo pavilhão estavam marcados quatro jogos de equipas de formação do Boavista Futebol Clube. Entre eles aconteceria um jogo do escalão de juvenis (Juniores B, como pomposa e erradamente se chama) que decidiria a passagem para a segunda fase, da Taça Complementar da AF Porto. Estava convocada uma dupla de arbitragem que incluía um árbitro estagiário que ia realizar o seu primeiro jogo… Algum dia o terá que realizar, como é lógico, mas que o seu primeiro jogo fosse “final” é no mínimo um “presente envenenado para o jovem e inexperiente juiz”.
Talvez, por intervenção de alguém (com sensibilidade) junto à Comissão de Arbitragem, este estagiário foi substituído neste jogo, mantendo-se nos outros três.
Salvou-se, com tempo, esta situação. Nos restantes jogos ficou provado que o jovem estagiário, quase não apitou a nenhum lance deixando tudo para o seu colega, mais antigo.
O Jogo de Benjamins…
Foi precisamente esse árbitro mais antigo, que infringiu por várias vezes as leis naturais da integridade, exigida a um juiz. Defraudou, manipulou e controlou ao seu belo prazer o jogo, deixando no final do mesmo, vários miúdos a chorar no terreno de jogo.
Lamentável e só possível de imaginar… vendo.
O jogo de Benjamins, apresentava-se como sendo, de um grau de dificuldade elevada (disputava-se a atribuição do terceiro e quarto posto da Fase de Campeão) redundando no seu final, como o exemplo de tudo o que não pode acontecer em nenhum escalão, muito menos, no escalão de Benjamins.
O jogo, que estava interessante em que as duas equipas se batiam correctamente pelo resultado, foi completamente adulterado -mesmo no resultado final - por um arbitro com alguma experiência ( já não falo do estagiário, que tem alguma desculpa) que conseguiu denegrir a imagem do futsal, com decisões que trouxeram manifesto prejuízo ao Boavista FC e que passo a mencionar em três situações, que considero as mais graves:
1º - O árbitro, Senhor Hélder Corria, anulou um golo, que todos os presentes concordaram como sendo limpo - em que a bola foi a trave e ao cair no chão, bateu claramente dentro da baliza. Todas pessoas na estava na bancada, confirma esse facto, mas ao qual eu dou o benefício da dúvida… para defender o Senhor Hélder.
Apresento um vídeo que confirma o que afirmo.
Se no primeiro lance, dou o benefício da dúvida, nos restantes, não o posso fazer, dado serem situações graves e mal decididas pelo Senhor Hélder Correia, já que o seu colega estagiária, nem o direito lhe era dado, para tirar qualquer dúvida. O jogo era dirigido pelo Senhor Hélder na companhia do seu “Ego”.
2º - Agressões. No calor da luta, um jovem (benjamins) agrediu um atleta do Boavista (vídeo 2) e em seguida um outro atleta do Boavista, veio em defesa do seu colega, realizando igual acção. Assim, ficaram envolvidos neste caso três atletas. O que agrediu primeiro, o que foi agredido e o que respondeu…
Decisão do Senhor Hélder.
Mandou que o treinador do Boavista FC, retirasse do terreno de jogo, o atleta que respondeu à agressão (defendendo o colega) e feito o mesmo pedido ao treinador do Rebordosafut, para retira o agressor.
Tentou o Senhor Hélder “evitar fazer sangue” num jogo de Benjamins, mas errou ao ser claramente injusto, ao permitir a continuação de um atleta que agrediu um adversário…
A solução (pacífica) teria ter “convidado” o primeiro agressor e só esse, a deixar o jogo, sem lhe exibir (no seu critério) o vermelho. Agora penalizar os dois, foi no mínimo injusto. O miúdo que defendeu o colega foi, bastante insultado de FDP e acabou como o “mau da fita”, por clara falta de poder decisório e rápido do Senhor Hélder.
3º Com o “caldo entornado” o Senhor Hélder tem a pior decisão de todo o jogo, ao invalidar um golo limpo, quando faltava um minuto para terminar o jogo, que daria o 5-4 para o Boavista FC. (novo vídeo).
O árbitro, afirmou que a bola não entrou, (segunda vez, que afirma o mesmo) quando na realidade foi um golo obtido de “chapéu”.
No seguimento, da subtração deste golo, o treinador do Boavista FC, tentou falar com o árbitro, dizendo-lhe e demonstrando-lhe que tinha sido golo e este não admitiu essa demonstração, acabando por expulsar o técnico.
Na sequência, do lance, os jogadores do Boavista, ficaram perturbados e a chorar pela injustiça que lhes estava a ser feita, perdendo o discernimento.
Os miúdos do Rebordosafut, beneficiando dessa enorme confusão, responderam com um lance ataque e conseguiram a alcançar o 5-4. Em segundo tudo foi alterado e adulterada e a classificação completa invertida.
De notar, que os dirigentes, do Rebordosafut e seus técnicos nada tiveram “a ver” com esta situação. Sendo no final do jogo, testemunhas da validade do golo anulado.
O jogo terminou com uma enorme confusão com os dirigentes do Boavista, a tentarem acalmar os ânimos dos pais dos atletas, que revoltados com a situação queriam tirar satisfações com o árbitro do “roubo” que tinha feito.
LINK PARA REVEREM IMAGENS
Solicitei o filme ao Departamento de Futsal do Boavista e deixo aqui o link para todos verem as imagens
https://drive.google.com/folderview?id=0B2YgIAcJoDolT2lZQzNfUXJIQ0k
Sou, todos que me conhecem sabem, contra este tipo de intervenções e criticas sobre a arbitragem e igualmente, co o “calor” com que os pais veem os jogos, mas temos que concordar que há situações que ultrapassam em muito o aceitável, fazendo transbordar emoções que se podem tornar explosivas.
Termino com um facto e um conselho.
O facto, positivo, é que estavam presentes no jogo dois agentes da PSP, que a tudo assistiram, que o Boavista Futebol Clube, sempre requisita, mesmo para jogos de escalões inferiores.
Teve, por isso, o Senhor Hélder todas as condições para fazer trabalho rigoroso e independente, ou …terá sido, por ter essas condições de segurança que actuou assim?
O conselho para a Comissão de arbitragem. Iniciem a actividade dos árbitros/estagiários, em jogos dos escalões de Traquinas e Petizes ou, compondo duplas com membros que respeitem integralmente a personalidade do colega estagiário. O que não fez – em nenhum dos casos – o Senhor Hélder. Tudo teria sido evitado se o estagiário tivesse direito a apitar lances, ou dar a sua opinião.
Penso, que – pelo menos – nos tempos mais próximos, haver o cuidado de não nomearem o senhor Hélder para jogos do Boavista, porque a revolta que ficou era enorme.
Nota final: debrucei-me apenas pelos lances que vi num jogo adulterado (os Dirigentes do Rebordosafut, estavam também incrédulos, e nem me debruço sobre as consequentes ilações que as pessoas tiraram.
Para mim, foi uma manhã negativa para o futsal de formação, com claras culpas de pessoas que nas Associações, têm por hábitos exibir os cartões de livre transito e sobre jogos…não tem tempo de assistir.
Manuel Pina Ferreira
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
O FUTSAL e a "sua" Taça da Liga - Por Luís Manta
Acabei de ter conhecimento dos resultados do sorteio para a Taça da Liga em Futsal e mais uma vez, me vem à ideia que esta coisa de fazer copy a tudo referente ao futebol para adaptar ao Futsal, não me parece correcto. Se bem que concorde que mais competição é benéfica para os clubes e a evolução.
A Taça da Liga em futebol deve o seu nome à instituição existente, Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que coordena, organiza e superintende tudo o que diz respeito ao futebol profissional e não ao nome da competição. Ora como não existe nenhuma entidade semelhante no que diz respeito ao Futsal, não entendo o porquê do nome Taça da Liga...
Mas já agora, bem podiam aproveitar e aí sim, prestar um grande serviço ao Futsal e fundar uma Liga Portuguesa de Futsal, entidade essa, que seria autónoma da F.P.F. (à semelhança da LPFP), com estatutos próprios, estrutura e orgão sociais próprios (eleitos pelos clubes de futsal), orçamento próprio (que advinha dos recursos pagos pelos clubes de Futsal) e instalações próprias (até poderiam ser na Cidade do Futebol) e teria como finalidade a responsabilidade da coordenação e organização de tudo o que diga respeito ao Futsal.
O que proponho aqui nestas parcas linhas, é algo que daria um forte impulso ao Futsal nacional.
Gente do Futsal a dirigir a modalidade sem o jugo do futebol....
Fiquem bem.
Luís Manta
A Taça da Liga em futebol deve o seu nome à instituição existente, Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que coordena, organiza e superintende tudo o que diz respeito ao futebol profissional e não ao nome da competição. Ora como não existe nenhuma entidade semelhante no que diz respeito ao Futsal, não entendo o porquê do nome Taça da Liga...
Mas já agora, bem podiam aproveitar e aí sim, prestar um grande serviço ao Futsal e fundar uma Liga Portuguesa de Futsal, entidade essa, que seria autónoma da F.P.F. (à semelhança da LPFP), com estatutos próprios, estrutura e orgão sociais próprios (eleitos pelos clubes de futsal), orçamento próprio (que advinha dos recursos pagos pelos clubes de Futsal) e instalações próprias (até poderiam ser na Cidade do Futebol) e teria como finalidade a responsabilidade da coordenação e organização de tudo o que diga respeito ao Futsal.
O que proponho aqui nestas parcas linhas, é algo que daria um forte impulso ao Futsal nacional.
Gente do Futsal a dirigir a modalidade sem o jugo do futebol....
Fiquem bem.
Luís Manta
domingo, 2 de outubro de 2016
UM POUCO DA HISTÓRIA DO JOGO E O MUNDIAL - Luís Manta
Até finais do século passado, o profissionalismo reduzia-se a poucas equipas, algumas no Brasil e outras em Espanha, existia essencialmente o amadorismo puro ou semi profissionalismo.
O jogo tinha o seu fundamento na elevada qualidade técnica e táctica dos seus executantes, privilegiando as equipas uma ideia de jogo onde os movimentos colectivos coordenados de apoio ao portador da bola eram a base, sem perder a objectividade naquilo que é a essência do jogo, o Golo...isto no plano ofensivo. No plano defensivo, de acordo com as dificuldades do oponente recorria-se à marcação individual ou zona, ou ainda, um misto.
Com a chegada do profissionalismo puro e em força e, as sua Ligas Profissionais, seja no Brasil, em Espanha ou na Rússia, o panorama alterou-se...a diferença e importância entre o perder ou ganhar, acentuou-se, levando a uma alteração gradual na forma de jogar, que culminou naquilo que hoje é praticado...
Hoje valoriza-se o jogar em segurança, o evitar o erro, hoje tenta-se desequilíbrios através de duelos individuais em alternativa a movimentos colectivos coordenados, hoje os tempos de ataque são muito curtos, a equipa troca no máximo 3 passes e chuta-se à baliza.
Como os jogadores estão mais bem preparados fisicamente, o jogo tornou-se mais físico, de muita luta, mais rápido e intenso, perdendo muito da sua qualidade táctica...mas mais apelativo para as transmissões televisivas. A acrescentar a tudo isto, há uma nova visão da arbitragem sobre o jogo, com mais complacência à marcação de faltas....dando origem a um jogo mais duro, por vezes a roçar a violência.
Depois disto tudo...está mais fácil jogar futsal, muito mais fácil.
Está muito mais fácil atenuarem-se as diferenças técnicas e tácticas entre as equipas.
Que ninguém se admire de aparecerem selecções cada vez mais próximo das melhores....Que ninguém se admire dos finalistas terem sido Argentina e Rússia...Que ninguém se admire das dificuldades que Sporting e Benfica têm por vezes em ganhar... Preparem-se porque vai continuar a acontecer.
Temos ainda o problema da Formação.
Antigamente os garotos jogavam futebol na rua e tinham toda a liberdade para errar, para criar, para "inventar", evoluíam errando...hoje são formatados desde pequenos, para ganhar....para não errar, para não "inventar", para jogar em segurança. Desaparecem os criativos, os "mágicos"...
Fazendo uma analogia com o futebol, o futsal está naquela fase que o futebol atravessou nas décadas de 70 e 80, em que o futebol inglês é que era bom, tendo como expoentes o Liverpool, Manchester e outros...o futebol tipicamente inglês de muita entrega, muita luta e jogo vertical. Mudaram-se os tempos e os próprios ingleses chegaram à conclusão que tinham de alterar a sua forma jogar e recorreram ao exterior. Hoje as grandes equipas jogam um futebol diferente, fruto do aparecimento de treinadores como Capelo, Anceloti, Mourinho e...Guardiola.
Eu fico a aguardar ansiosamente que no futsal apareça o "nosso" ....Guardiola.
Fiquem bem.
Luís Manta
O jogo tinha o seu fundamento na elevada qualidade técnica e táctica dos seus executantes, privilegiando as equipas uma ideia de jogo onde os movimentos colectivos coordenados de apoio ao portador da bola eram a base, sem perder a objectividade naquilo que é a essência do jogo, o Golo...isto no plano ofensivo. No plano defensivo, de acordo com as dificuldades do oponente recorria-se à marcação individual ou zona, ou ainda, um misto.
Com a chegada do profissionalismo puro e em força e, as sua Ligas Profissionais, seja no Brasil, em Espanha ou na Rússia, o panorama alterou-se...a diferença e importância entre o perder ou ganhar, acentuou-se, levando a uma alteração gradual na forma de jogar, que culminou naquilo que hoje é praticado...
Hoje valoriza-se o jogar em segurança, o evitar o erro, hoje tenta-se desequilíbrios através de duelos individuais em alternativa a movimentos colectivos coordenados, hoje os tempos de ataque são muito curtos, a equipa troca no máximo 3 passes e chuta-se à baliza.
Como os jogadores estão mais bem preparados fisicamente, o jogo tornou-se mais físico, de muita luta, mais rápido e intenso, perdendo muito da sua qualidade táctica...mas mais apelativo para as transmissões televisivas. A acrescentar a tudo isto, há uma nova visão da arbitragem sobre o jogo, com mais complacência à marcação de faltas....dando origem a um jogo mais duro, por vezes a roçar a violência.
Depois disto tudo...está mais fácil jogar futsal, muito mais fácil.
Está muito mais fácil atenuarem-se as diferenças técnicas e tácticas entre as equipas.
Que ninguém se admire de aparecerem selecções cada vez mais próximo das melhores....Que ninguém se admire dos finalistas terem sido Argentina e Rússia...Que ninguém se admire das dificuldades que Sporting e Benfica têm por vezes em ganhar... Preparem-se porque vai continuar a acontecer.
Temos ainda o problema da Formação.
Antigamente os garotos jogavam futebol na rua e tinham toda a liberdade para errar, para criar, para "inventar", evoluíam errando...hoje são formatados desde pequenos, para ganhar....para não errar, para não "inventar", para jogar em segurança. Desaparecem os criativos, os "mágicos"...
Fazendo uma analogia com o futebol, o futsal está naquela fase que o futebol atravessou nas décadas de 70 e 80, em que o futebol inglês é que era bom, tendo como expoentes o Liverpool, Manchester e outros...o futebol tipicamente inglês de muita entrega, muita luta e jogo vertical. Mudaram-se os tempos e os próprios ingleses chegaram à conclusão que tinham de alterar a sua forma jogar e recorreram ao exterior. Hoje as grandes equipas jogam um futebol diferente, fruto do aparecimento de treinadores como Capelo, Anceloti, Mourinho e...Guardiola.
Eu fico a aguardar ansiosamente que no futsal apareça o "nosso" ....Guardiola.
Fiquem bem.
Luís Manta
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
O MUNDIAL, A SELECÇÃO, O SPORTING E O BENFICA - Por Luís Manta
No momento que escrevo, ainda falta disputar o jogo que irá definir os 3º e 4º classificados no Campeonato do Mundo na Colômbia, entre Portugal e o Irão, mas isso não invalida nem influi no que vos quero expor.
Goste-se ou não da forma, eu pessoalmente não gosto, a selecção portuguesa teve a competência necessária para atingir os objectivos propostos, as meias-finais do campeonato do Mundo.
Verdade que o trajecto esteve facilitado, mas disso não temos culpa...a única culpa que temos é a de não termos aproveitado a oportunidade, próxima de ser única, de fazermos história e termos ido mais além...
E aqui é que está a grande questão...o problema é do seleccionador e dos jogadores ? Em minha opinião não, o seleccionador, embora discorde de algumas opções e gestão, considero uma pessoa competente, conhecedora e empenhada. Face ao contexto e se eu estivesse no lugar dele, se calhar teria feito pior... Quanto aos jogadores, no lote que foi, estarão os 8 a 10 melhores seleccionáveis, os outros são sempre uma questão de opção pessoal...mas no fundo os melhores estão lá (salvo um ou outro).
Então qual é o problema ?
O problema são as politicas desportivas do Sporting C. P. e S.L.Benfica para a modalidade.
Passo a explicar, porque não sou de fazer criticas só porque sim...
Sporting e Benfica, só investem na Formação, porque têm de ser campeões em tudo o que mexe...seja Iniciados, Juvenis, Juniores, faz parte do ADN a glorificação.
Já vai o tempo em que o Sporting C.P. sob o comando de Orlando Duarte, nos dava jogadores como Pedro Costa, João Benedito e outros....essa politica acabou, já vão uns anos bons e ninguém da formação estabiliza e dá o seu contributo sério na equipa principal.
Quanto ao S.L.Benfica, na modalidade desde 2001, não há registo de nenhum jogador da formação que tenha estabilizado, dando um sério contributo à equipa principal...
Estas equipas não valorizam o jogador português, querem é ganhar....
Ambos os clubes, têm duas formas de reforçar a sua equipa principal, primeiro reforçam-se no estrangeiro e depois, contratam tudo o que mexe com qualidade a nível nacional, seja no Braga, nos Leões, no Burinhosa...com a agravante que as contratações nacionais, normalmente jovens com potencial, vão ter pouco tempo de jogo de competição, prejudicando a sua evolução.
Depois disto, a grande penalizada é a selecção nacional...pois, salvo os "estrangeiros" Ricardinho (sem dúvida o melhor do mundo) e Cardinal, bem como os jogadores do Braga/AAUM, mais ninguém tem ritmo competitivo ao mais alto nível.
Qual o tempo de jogo no campeonato passado de Bébé (um dos melhores no Mundial) ?
E Fábio Cecilio ? E Miguel Ângêlo (no Sporting) ? E Ré ? E Djô ? E Pedro Cary (que ano após ano, perde espaço) ?
É que jogadores sem ritmo competitivo elevado...normalmente falham nos momentos cruciais.
O problema é este...se no futebol a politica é a mesma, mas os jogadores têm a possibilidade de ir para o estrangeiro, para campeonatos mais competitivos e evoluir, já no futsal já tal não é possível por falta de procura...
Enquanto esta conjuntura se mantiver, bem podemos acreditar ou ter fé...que não há milagres.
Fiquem bem, que eu vou andando por aí.
Luís Manta
Goste-se ou não da forma, eu pessoalmente não gosto, a selecção portuguesa teve a competência necessária para atingir os objectivos propostos, as meias-finais do campeonato do Mundo.
Verdade que o trajecto esteve facilitado, mas disso não temos culpa...a única culpa que temos é a de não termos aproveitado a oportunidade, próxima de ser única, de fazermos história e termos ido mais além...
E aqui é que está a grande questão...o problema é do seleccionador e dos jogadores ? Em minha opinião não, o seleccionador, embora discorde de algumas opções e gestão, considero uma pessoa competente, conhecedora e empenhada. Face ao contexto e se eu estivesse no lugar dele, se calhar teria feito pior... Quanto aos jogadores, no lote que foi, estarão os 8 a 10 melhores seleccionáveis, os outros são sempre uma questão de opção pessoal...mas no fundo os melhores estão lá (salvo um ou outro).
Então qual é o problema ?
O problema são as politicas desportivas do Sporting C. P. e S.L.Benfica para a modalidade.
Passo a explicar, porque não sou de fazer criticas só porque sim...
Sporting e Benfica, só investem na Formação, porque têm de ser campeões em tudo o que mexe...seja Iniciados, Juvenis, Juniores, faz parte do ADN a glorificação.
Já vai o tempo em que o Sporting C.P. sob o comando de Orlando Duarte, nos dava jogadores como Pedro Costa, João Benedito e outros....essa politica acabou, já vão uns anos bons e ninguém da formação estabiliza e dá o seu contributo sério na equipa principal.
Quanto ao S.L.Benfica, na modalidade desde 2001, não há registo de nenhum jogador da formação que tenha estabilizado, dando um sério contributo à equipa principal...
Estas equipas não valorizam o jogador português, querem é ganhar....
Ambos os clubes, têm duas formas de reforçar a sua equipa principal, primeiro reforçam-se no estrangeiro e depois, contratam tudo o que mexe com qualidade a nível nacional, seja no Braga, nos Leões, no Burinhosa...com a agravante que as contratações nacionais, normalmente jovens com potencial, vão ter pouco tempo de jogo de competição, prejudicando a sua evolução.
Depois disto, a grande penalizada é a selecção nacional...pois, salvo os "estrangeiros" Ricardinho (sem dúvida o melhor do mundo) e Cardinal, bem como os jogadores do Braga/AAUM, mais ninguém tem ritmo competitivo ao mais alto nível.
Qual o tempo de jogo no campeonato passado de Bébé (um dos melhores no Mundial) ?
E Fábio Cecilio ? E Miguel Ângêlo (no Sporting) ? E Ré ? E Djô ? E Pedro Cary (que ano após ano, perde espaço) ?
É que jogadores sem ritmo competitivo elevado...normalmente falham nos momentos cruciais.
O problema é este...se no futebol a politica é a mesma, mas os jogadores têm a possibilidade de ir para o estrangeiro, para campeonatos mais competitivos e evoluir, já no futsal já tal não é possível por falta de procura...
Enquanto esta conjuntura se mantiver, bem podemos acreditar ou ter fé...que não há milagres.
Fiquem bem, que eu vou andando por aí.
Luís Manta
sábado, 16 de julho de 2016
A RENOVAÇÃO DA CÉDULA DE TREINADOR - 3 - Por Luís Manta
Não tenho conhecimentos de Direito, mas pela informação que vou obtendo sobre o assunto, a "coisa" não anda muito longe do que vou descrever.
O Parlamento Europeu legisla sobre tudo o que é comum e do interesse da CE.
Legislação que poderá não ser imperativa mas indicativa dos caminhos a seguir...
Assim, quanto à renovação das Cédulas Profissionais das actividades, a CE deu indicação que a renovação das mesmas se devia obter com recurso a formação continua...
Acontece que como sempre, " há gente mais papista que o Papa ", vai daí, o "nosso" Parlamento mal aconselhado ( o tal bom aluno ) e sem ter em conta o mínimo da realidade desportiva do País, legislou à letra a directiva europeia, dando ao IPDJ poderes para aplicar a Lei...
O que se passa com os "Créditos" para renovação da Cédula Profissional de Treinador é transversal a todas as modalidades...resta saber é se é mesmo assim em todas.
Desconheço se noutras modalidades existe algum descontentamento, o que me é indiferente, pois não penso pela cabeça de outrem...
Alguém acredita que a CE não deu directrizes para que as Cédulas Profissionais de outras actividades, também não tivessem formação contínua, tais como os médicos, os arquitectos, os engenheiros, os advogados e outras ? Pois...e as Ordens dessas actividades alinham nisso ? Claro que não...
Podemo-nos rebelar contra a situação, mas direi que é inútil, o problema não é restrito ao futsal mas sim a todas as modalidades...o FUTSAL só tem o ónus de estar agregado à FPF, onde tudo é mais caro, relativamente às outras modalidades.
Vamos andando por aí.
Luís Manta
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Entrevista de Manuel Pina Ferreira ao Seleccionador Nacional Sub-20 - Pedro Palas
No intervalo, do jogo entre o Boavista e o Caxinas, no escalão de
juniores (sub-20), tive oportunidade de fazer uma entrevista com o
Seleccionador Nacional de formação de futsal, que publico na íntegra.
Tive contacto, este ano, com este campeonato de sub-20, que considero em êxito, em boa hora criado pela Federação. Gostaria de conhecer a sua apreciação, na qualidade de seleccionador. Como analisa, este ponto a que ser conseguiu (já) alcançar ?
Este campeonato, é disputado por equipas constituídas maioritariamente com atletas sub-19, tendo direito, cada equipa, a jogar com cinco atletas sub-20. O campeonato de sub-20 é o culminar do processo da formação de atletas jovens de futsal. Tem sido e foi uma aposta forte da Federação Portuguesa de Futebol, incluir aqui cinco jogadores de sub-20, naquele que seria o seu primeiro ano de seniores, no qual, não teriam grande oportunidade de crescer, incluídos num plantel de seniores, no seu primeiro ano. Aqui têm mais um ano de competição, com excelente nível, para poderem evoluir e crescer e depois, sim, estarem preparados e para os clubes os poderem lançar nas suas competições e nas suas primeiras equipas.
A competição em si e globalmente, tem evoluído de encontro ao desejado por vós ?
Após os primeiros três anos em que houve aquele equilibrar, em termos, de quadro competitivo, em termos, de equipas serem mais equilibradas, já se notou na fase final um equilíbrio muito maior. Esta fase final, disputada a oito equipas, foi extraordinariamente equilibrada. Houve equipas que não eram tão fortes na fase inicial do campeonato, que conseguiram para além de se classificar para a fase final, uma excelente prestação, como por exemplo o Contacto Futsal, que conquistou onze pontos nesta fase. Portanto, tem sido um crescimento sustentado da modalidade neste escalão.
Esta evolução, que me atrevo a considerar um êxito, é uma surpresa para vós ?
Não é uma surpresa, porque nós três anos para que este equilíbrio acontecesse. tal como vai acontecer no campeonato sub-17, que vai entrar no próximo ano. Também, neste escalão, perspectivamos que passem três anos, até que se atinja este equilíbrio global do número de participantes que este campeonato vai ter. Para nós, é o crescimento natural para o que estava perspectivado a médio prazo.
Ter estes jovens em competição e não parados nos plantéis seniores é para si, na qualidade de seleccionador, favorável ?
Para nós é claramente favorável. Há uma competição com excelente nível, como temos vindo a ver, os atletas estão mais preparados, os jogos são sempre muito mais equilibrados, não há o desequilíbrio que havia no distrital para apurar o campeão e só na última fase é que os jogos eram verdadeiramente equilibrados. Aqui não ! Aqui as equipas têm que mostrar competência, os atletas têm que mostrar competência, os treinadores conseguem avaliar, muito mais, a estabilidade emocional e de jogo que os atletas vão conseguindo ao longo do ano e esta fase final, está a ser extremamente forte e equilibrada.
Conseguindo este ponto da competição, em sua opinião, faltará ainda qualquer coisa ?
Na minha opinião seria muito útil que todos os clubes que têm equipas de sub-20, inscrevessem nas suas associações distritais, uma segunda equipa de jogadores mais jovens, mantendo essa equipa no escalão de juniores.
Duas equipas de juniores ? Exactamente. A equipa distrital, faria a passagem de atletas entre escalões. Sei que isso, acarretará mais despesas para os clubes e não será muito fácil, mas seria o ideal.
Entrevista de Manuel Pina
Tive contacto, este ano, com este campeonato de sub-20, que considero em êxito, em boa hora criado pela Federação. Gostaria de conhecer a sua apreciação, na qualidade de seleccionador. Como analisa, este ponto a que ser conseguiu (já) alcançar ?
Este campeonato, é disputado por equipas constituídas maioritariamente com atletas sub-19, tendo direito, cada equipa, a jogar com cinco atletas sub-20. O campeonato de sub-20 é o culminar do processo da formação de atletas jovens de futsal. Tem sido e foi uma aposta forte da Federação Portuguesa de Futebol, incluir aqui cinco jogadores de sub-20, naquele que seria o seu primeiro ano de seniores, no qual, não teriam grande oportunidade de crescer, incluídos num plantel de seniores, no seu primeiro ano. Aqui têm mais um ano de competição, com excelente nível, para poderem evoluir e crescer e depois, sim, estarem preparados e para os clubes os poderem lançar nas suas competições e nas suas primeiras equipas.
A competição em si e globalmente, tem evoluído de encontro ao desejado por vós ?
Após os primeiros três anos em que houve aquele equilibrar, em termos, de quadro competitivo, em termos, de equipas serem mais equilibradas, já se notou na fase final um equilíbrio muito maior. Esta fase final, disputada a oito equipas, foi extraordinariamente equilibrada. Houve equipas que não eram tão fortes na fase inicial do campeonato, que conseguiram para além de se classificar para a fase final, uma excelente prestação, como por exemplo o Contacto Futsal, que conquistou onze pontos nesta fase. Portanto, tem sido um crescimento sustentado da modalidade neste escalão.
Esta evolução, que me atrevo a considerar um êxito, é uma surpresa para vós ?
Não é uma surpresa, porque nós três anos para que este equilíbrio acontecesse. tal como vai acontecer no campeonato sub-17, que vai entrar no próximo ano. Também, neste escalão, perspectivamos que passem três anos, até que se atinja este equilíbrio global do número de participantes que este campeonato vai ter. Para nós, é o crescimento natural para o que estava perspectivado a médio prazo.
Ter estes jovens em competição e não parados nos plantéis seniores é para si, na qualidade de seleccionador, favorável ?
Para nós é claramente favorável. Há uma competição com excelente nível, como temos vindo a ver, os atletas estão mais preparados, os jogos são sempre muito mais equilibrados, não há o desequilíbrio que havia no distrital para apurar o campeão e só na última fase é que os jogos eram verdadeiramente equilibrados. Aqui não ! Aqui as equipas têm que mostrar competência, os atletas têm que mostrar competência, os treinadores conseguem avaliar, muito mais, a estabilidade emocional e de jogo que os atletas vão conseguindo ao longo do ano e esta fase final, está a ser extremamente forte e equilibrada.
Conseguindo este ponto da competição, em sua opinião, faltará ainda qualquer coisa ?
Na minha opinião seria muito útil que todos os clubes que têm equipas de sub-20, inscrevessem nas suas associações distritais, uma segunda equipa de jogadores mais jovens, mantendo essa equipa no escalão de juniores.
Duas equipas de juniores ? Exactamente. A equipa distrital, faria a passagem de atletas entre escalões. Sei que isso, acarretará mais despesas para os clubes e não será muito fácil, mas seria o ideal.
Entrevista de Manuel Pina
terça-feira, 10 de maio de 2016
O ANTIGAMENTE E O AGORA - Por Luís Manta
Por defeito ou por virtude, existe sempre a tendência para se comparar o passado com o presente.
Grande parte das vezes e o futsal não foge à regra, derivado da realidade do momento e dos contextos, caímos no erro de comparar o incomparável...
É evidente e do reconhecimento de todos nós que a modalidade evoluiu com o decorrer dos tempos, hoje o profissionalismo é uma realidade, embora restrito a duas equipas, há uma Federação Portuguesa de Futebol mais próxima do futsal, a consciencialização de todos os agentes da importância da modalidade no contexto nacional, maior e melhor oferta de formação, diferentes quadros competitivos com maior abrangência nacional, transmissões televisivas semanais...tudo isto, faz parte da realidade actual do futsal.
Na vertente das condições de trabalho das equipas de Top profissionais, então estamos ao nível do melhor que há...
Então se temos todas estas condições, qual a razão porque deixámos de conquistar títulos internacionais a nível de clube ou de selecção, já para não ir muito atrás, porque não conseguimos repetir o 3º lugar de Guatemala ? Eu sei, a sorte tem sido madrasta e também depende em parte dos emparelhamentos dos sorteios, mas só isso explica ?
A minha explicação e é só minha, assumo-a, tem a haver com a politica desportiva das equipas profissionais, Sporting C.P. e S.L.Benfica.
Enquanto estes dois clubes somente olharem para o seu "umbigo", os seus interesses e não para a modalidade, pouco há a fazer...
Enquanto a valorização dos plantéis continuar a passar pela contratação de jogadores estrangeiros, alguns que não trazem valor acrescentado, em detrimento do jogador português.
Enquanto estas equipas não entenderem que a vinda de jogadores estrangeiros, retira tempo de jogo e consequente evolução ao jovem português, com danos colaterais para a selecção.
Enquanto os seus treinadores não perceberem que têm responsabilidades acrescidas no panorama do futsal nacional pela qualidade do futsal praticado pelas suas equipas, que são uma referência para muitos treinadores, com a consequente cópia de ideia de jogo.
Enquanto a ideia de jogo de ambas as equipas, for tipo "fast food", com grande pragmatismo, onde só interessa o resultado e tudo vale para alcançar o seu objectivo.
Enquanto a intensidade, a velocidade e a disputa, se sobrepuserem ao colectivo, à estratégia, à táctica e à técnica, estas equipas vão conseguindo os seus objectivos a nível interno mas nunca ganharão nada a nível internacional.
Enquanto a qualidade do futsal praticado não for proporcional ao investimento efectuado pelos clubes, o futuro não será risonho, mas antes periclitante...
Concluindo, é incrível, com as condições existentes hoje ao mais alto nível, continuarmos a assistir a espectáculos degradantes no aspecto técnico e táctico, como aquele que foi dado a assistir da final da Taça de Portugal. Estes dérbies, de há uns anos a esta parte, sempre tiveram qualidade medíocre (só os mais distraídos ou menos exigentes estranham), este só foi um pouquinho pior.
Não se compreende, as condições de trabalho a evoluírem e a qualidade de jogo apresentada a regredir.
Grande parte das vezes e o futsal não foge à regra, derivado da realidade do momento e dos contextos, caímos no erro de comparar o incomparável...
É evidente e do reconhecimento de todos nós que a modalidade evoluiu com o decorrer dos tempos, hoje o profissionalismo é uma realidade, embora restrito a duas equipas, há uma Federação Portuguesa de Futebol mais próxima do futsal, a consciencialização de todos os agentes da importância da modalidade no contexto nacional, maior e melhor oferta de formação, diferentes quadros competitivos com maior abrangência nacional, transmissões televisivas semanais...tudo isto, faz parte da realidade actual do futsal.
Na vertente das condições de trabalho das equipas de Top profissionais, então estamos ao nível do melhor que há...
Então se temos todas estas condições, qual a razão porque deixámos de conquistar títulos internacionais a nível de clube ou de selecção, já para não ir muito atrás, porque não conseguimos repetir o 3º lugar de Guatemala ? Eu sei, a sorte tem sido madrasta e também depende em parte dos emparelhamentos dos sorteios, mas só isso explica ?
A minha explicação e é só minha, assumo-a, tem a haver com a politica desportiva das equipas profissionais, Sporting C.P. e S.L.Benfica.
Enquanto estes dois clubes somente olharem para o seu "umbigo", os seus interesses e não para a modalidade, pouco há a fazer...
Enquanto a valorização dos plantéis continuar a passar pela contratação de jogadores estrangeiros, alguns que não trazem valor acrescentado, em detrimento do jogador português.
Enquanto estas equipas não entenderem que a vinda de jogadores estrangeiros, retira tempo de jogo e consequente evolução ao jovem português, com danos colaterais para a selecção.
Enquanto os seus treinadores não perceberem que têm responsabilidades acrescidas no panorama do futsal nacional pela qualidade do futsal praticado pelas suas equipas, que são uma referência para muitos treinadores, com a consequente cópia de ideia de jogo.
Enquanto a ideia de jogo de ambas as equipas, for tipo "fast food", com grande pragmatismo, onde só interessa o resultado e tudo vale para alcançar o seu objectivo.
Enquanto a intensidade, a velocidade e a disputa, se sobrepuserem ao colectivo, à estratégia, à táctica e à técnica, estas equipas vão conseguindo os seus objectivos a nível interno mas nunca ganharão nada a nível internacional.
Enquanto a qualidade do futsal praticado não for proporcional ao investimento efectuado pelos clubes, o futuro não será risonho, mas antes periclitante...
Concluindo, é incrível, com as condições existentes hoje ao mais alto nível, continuarmos a assistir a espectáculos degradantes no aspecto técnico e táctico, como aquele que foi dado a assistir da final da Taça de Portugal. Estes dérbies, de há uns anos a esta parte, sempre tiveram qualidade medíocre (só os mais distraídos ou menos exigentes estranham), este só foi um pouquinho pior.
Não se compreende, as condições de trabalho a evoluírem e a qualidade de jogo apresentada a regredir.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
A DERROTA APLICADA AO S.L.BENFICA - Por Luís Manta
Em face do jogo da 1ª volta entre o S.L.Benfica e o C.F."Os Belenenses" efectuado a 31 de Outubro ter sido transmitido em diferido pela BTV, foi agora, averbada a derrota ao S.L.Benfica...
Desconheço o Regulamento que pune tal infracção, mas não tenho dúvidas que existe...as minhas dúvidas vão para o tipo de sanção, será que era a única ? Não haveria outra, talvez a pecuniária ?
Normalmente as infracções têm diversos tipos de penalização, consoante a sua gravidade...
Mas não é propriamente sobre isto que quero falar, a mim o que mais me escandaliza e não devia...é o facto da demora na decisão e o "timing". Não devia escandalizar porque já devia estar habituado.
Não me esqueço dos incidentes em Loures no jogo entre o S.C.Portugal e S.L.Benfica, os Processos Disciplinares levantados e a demora da sua conclusão...
O Concelho de Disciplina da F.P.F. que tem como principal característica a "falta de tempo" para decidir... O último caso foi a demora a decidir a sanção a Slimani.
Vir decidir numa fase crucial da época, não para o S.L.Benfica, mas sim para a luta pelo acesso ao Play Off da fase final do Campeonato Nacional, é absolutamente inconcebível...
Como se devem sentir os clubes que lutam lado a lado com o C.F."Os Belenenses" pelo acesso ao Play Off ?
O C.F."Os Belenenses" sem ter culpa nenhuma, consegue antecipadamente o acesso caído do céu...
A Federação Portuguesa de Portuguesa que, reconheço, tem tido um trabalho meritório na promoção da modalidade, vem agora dar uma chumbada na credibilidade da modalidade...
Por muitas voltas que se dê, não há remédio...o FUTSAL está enredado nos vícios do futebol.
Concluindo, considero uma VERGONHA, não o castigo, mas o momento em que ele saí...
Meu pobre futsal, uma modalidade de tostões, metida numa camisa de sete varas (estrutura) que vale milhões...
Era só isto...
Desconheço o Regulamento que pune tal infracção, mas não tenho dúvidas que existe...as minhas dúvidas vão para o tipo de sanção, será que era a única ? Não haveria outra, talvez a pecuniária ?
Normalmente as infracções têm diversos tipos de penalização, consoante a sua gravidade...
Mas não é propriamente sobre isto que quero falar, a mim o que mais me escandaliza e não devia...é o facto da demora na decisão e o "timing". Não devia escandalizar porque já devia estar habituado.
Não me esqueço dos incidentes em Loures no jogo entre o S.C.Portugal e S.L.Benfica, os Processos Disciplinares levantados e a demora da sua conclusão...
O Concelho de Disciplina da F.P.F. que tem como principal característica a "falta de tempo" para decidir... O último caso foi a demora a decidir a sanção a Slimani.
Vir decidir numa fase crucial da época, não para o S.L.Benfica, mas sim para a luta pelo acesso ao Play Off da fase final do Campeonato Nacional, é absolutamente inconcebível...
Como se devem sentir os clubes que lutam lado a lado com o C.F."Os Belenenses" pelo acesso ao Play Off ?
O C.F."Os Belenenses" sem ter culpa nenhuma, consegue antecipadamente o acesso caído do céu...
A Federação Portuguesa de Portuguesa que, reconheço, tem tido um trabalho meritório na promoção da modalidade, vem agora dar uma chumbada na credibilidade da modalidade...
Por muitas voltas que se dê, não há remédio...o FUTSAL está enredado nos vícios do futebol.
Concluindo, considero uma VERGONHA, não o castigo, mas o momento em que ele saí...
Meu pobre futsal, uma modalidade de tostões, metida numa camisa de sete varas (estrutura) que vale milhões...
Era só isto...
domingo, 13 de março de 2016
O JOGADOR PORTUGUÊS - Por Luís Manta
Se o jogador brasileiro se caracteriza pelo talento puro e vocação inata para a prática da modalidade, já o jogador espanhol se caracteriza pela capacidade técnica e rigor táctico, fruto de uma politica desportiva com objectivos bem definidos para a modalidade.
O jogador português, até há bem pouco tempo, caracterizava-se por ser um mix do jogador brasileiro e espanhol, onde imperava a criatividade, com boa técnica e um conhecimento táctico aceitável.
Acontece que resultado da falta de uma politica desportiva para a modalidade ( o Plano Estratégico para a Modalidade, não passa de uma treta, de algo bonito e bem escrito, para "inglês ver"), o que caracterizava o jogador português e disso fazia a mais valia, a sua enorme criatividade...tende a desaparecer.
A questão prende-se com a formação ou falta dela, dos treinadores / monitores dos escalões jovens.
A nossa realidade (haverá honrosas excepções), é que grande parte da formação nos clubes é desajustada e inadequada à idade dos garotos.
Há a nítida percepção que a aprendizagem é acelerada, saltam-se etapas de evolução e para ganhar...vale tudo.
Os treinadores/monitores por desconhecimento ou deficiente formação, desde muito cedo, aplicam metodologias de treino mais direccionadas para jogadores seniores do que para jovens aprendizes da modalidade...Há a tendência para aplicar o que se vê nas equipas seniores.
Um jovem jogador aprendiz de futsal, precisa de ver incentivada a sua criatividade, precisa de ter espaço para errar...os aspectos técnicos e tácticos do jogo, deverão vir de forma gradual e evolutiva.
Há treinadores, para quem parece que o mundo acaba amanhã e querem passar a informação toda de uma vez...
Quartar a criatividade a um jovem, é crime lesa futsal...
Por este andar, jogadores como Ricardinho, Nélito, André Lima, Miguel Mota, João Leite, Manuel Azevedo e outros tantos...não voltam a aparecer.
É urgente, definir o que deve caracterizar o jogador português e partir para uma formação competente e acessível.
Como ? Reformulando tudo o que se destina à formação de treinadores/monitores de escalões jovens (desde acessibilidade a preços, passando por conteúdos programáticos), depois dar formação aos formadores....que bem precisam.
Era só isto e é o meu pequeno contributo...
Luís Manta
O jogador português, até há bem pouco tempo, caracterizava-se por ser um mix do jogador brasileiro e espanhol, onde imperava a criatividade, com boa técnica e um conhecimento táctico aceitável.
Acontece que resultado da falta de uma politica desportiva para a modalidade ( o Plano Estratégico para a Modalidade, não passa de uma treta, de algo bonito e bem escrito, para "inglês ver"), o que caracterizava o jogador português e disso fazia a mais valia, a sua enorme criatividade...tende a desaparecer.
A questão prende-se com a formação ou falta dela, dos treinadores / monitores dos escalões jovens.
A nossa realidade (haverá honrosas excepções), é que grande parte da formação nos clubes é desajustada e inadequada à idade dos garotos.
Há a nítida percepção que a aprendizagem é acelerada, saltam-se etapas de evolução e para ganhar...vale tudo.
Os treinadores/monitores por desconhecimento ou deficiente formação, desde muito cedo, aplicam metodologias de treino mais direccionadas para jogadores seniores do que para jovens aprendizes da modalidade...Há a tendência para aplicar o que se vê nas equipas seniores.
Um jovem jogador aprendiz de futsal, precisa de ver incentivada a sua criatividade, precisa de ter espaço para errar...os aspectos técnicos e tácticos do jogo, deverão vir de forma gradual e evolutiva.
Há treinadores, para quem parece que o mundo acaba amanhã e querem passar a informação toda de uma vez...
Quartar a criatividade a um jovem, é crime lesa futsal...
Por este andar, jogadores como Ricardinho, Nélito, André Lima, Miguel Mota, João Leite, Manuel Azevedo e outros tantos...não voltam a aparecer.
É urgente, definir o que deve caracterizar o jogador português e partir para uma formação competente e acessível.
Como ? Reformulando tudo o que se destina à formação de treinadores/monitores de escalões jovens (desde acessibilidade a preços, passando por conteúdos programáticos), depois dar formação aos formadores....que bem precisam.
Era só isto e é o meu pequeno contributo...
Luís Manta
sábado, 5 de março de 2016
A MENTIRA DA FORMAÇÃO DE FUTSAL, NOS DISTRITAIS DO PORTO (CAP.1) FORMAR JOGADORES OU "ROUBAR" JOGADORES, PARA GANHAR CANECOS ? - Por Manuel Pina Ferreira
Inicio, este meu primeiro artigo, com uma explicação pessoal.
Pelo respeito, à educação recebida de um homem perseguido pela PIDE, pela forma de pensar e de se expressar, “sou obrigado” a dar meu nome pessoal, a esta crónica de protesto pela “vergonha” que se passa no CHAMADO mas mentiroso Futsal de formação da AF Porto.
Ponderei, criar uma página do facebook para o efeito. Ponderei, criar um blogue. Mas as críticas devem ser feitas às claras e de corpo aberto, pois os cobardes, não têm direito a criticar.
Apenas, senti reservas, para não me conectarem com o Boavista Futebol Clube, mas o meu passado no futsal é suficiente para me assumir como independente na modalidade.
Pelo exposto, assumo e assino com o meu nome a critica (ou criticas) que passo a expor.
A aposta na formação na AF Porto, está completamente adulterada. Não por culpa da Associação, mas pela chico-expertisse de uns denominados, Dirigentes/treinadores que aproveitando a leveza dos regulamentos Federativos, deturpam a essência da complexa (parece ainda mais complexa, que eu pensava) missão de formar homens e atletas, com a importância de juntar “canecos” nas prateleiras das sedes sociais.
Chegar ao título é o fim, os meios para os atingir, são todos válidos!
Vamos a exemplos concretos.
O clube “A” disputa um campeonato de formação e no final de três meses de competição, compreende que não pode ultrapassar o clube “B”. que fazer? Simples! Basta ir buscar ao clube adversário, os seus melhores jogadores, desfalcando-o e assim, tornar possível ultrapassa-lo.
Mas se no final, a esses jogadores, fosse permitido uma evolução futura, ainda colocaria dúvidas, na minha crítica. Mas tal, não acontece. Porque o atleta é (no momento forte no seu escalão) e vai ajudar a ganhar o campeonato, mas na época seguinte, será atleta de primeiro ano, no escalão superior… e nesse caso, NÃO PRESTA! Dado que o objectivo é ganhar! Os atletas de formação, passam a ser um pouco (desculpem-me o termo) como um preservativo, de usar e deitar fora!
Dando nome às coisas…
No escalão de Iniciados (repito…Iniciados) o Caxinas, segue em segundo lugar empatado com o Cohaemato, tendo perdido com o Boavista e empatado com o Cohaemato (ganhando na secretaria). As derrotas da Coehamato são com o Boavista e com o Caxinas na secretaria.
Já todos chegaram à conclusão que “ninguém vencerá estas duas equipas” nas últimas jornadas que faltam realizar. Então o Caxinas, convidou os três melhores jogadores do adversário a mudarem de clube! A Direcção da Coheamato, recusou e propôs a assinatura dos referidos atletas para a próxima época, tendo (através dos pais) estes recusado a assinatura. O Cohaemato pressionou os “seus” jogadores, mas acabou por fim, por ser pressionado.
Resultado final. O Caxinas, pagou a quantia de 100,00 euros por cada transferência (cumprindo os regulamentos) e levou os atletas.
Curiosamente, apetece-me rir, dentro de três jornadas as duas equipas vão-se defrontar, com os miúdos com outro emblema.
Por certo, com o Caxinas (reforçado) e o Cohaemato (desfalcado) a vitória vai sorrir aos Caxineiros, que assim conquistarão mais um caneco.
Brilhante, ou simplesmente, lamentável?
Tenho amigos, nas duas partes, o que me permite afirmar que todo este processo é lamentável.
Esta forma de actuar, adultera a verdade desportiva! Isto não é formação. Isto, raia a batota desportiva.
Mais grave ainda, não é caso virgem!
Há clubes a reclamar na AF Porto, sobre este caso e ameaçando parar com a formação. Vários clubes sabem, que os seus jogadores estão já (convidados/forçados) com o Caxinas.
Irei falar com dirigentes de clubes, para alicerçar a minha tese, mas sei, no momento, que o FC Gaia está a estudar parar com a formação e já avisou a Associação. O Boavista, tem conhecimento que dois jogadores de sub 20 (ainda agora começou a segunda fase) já foram contactados! Só no conjunto da formação axadrezada, estão nos planos de transferência – neste processo - mais de dezena e meia de atletas!
Conclusões. Quais as armas? O que fazer?
As armas utilizadas, são simples, mas muito graves, metendo terceiras pessoas.
Seleccionadores… (atenção eu disse seleccionadores). Aos atletas é garantido e não prometido, que passam de imediato, a fazer parte das convocatórias das respectivas seleções! E tal tem acontecido. Desconheço se eles evoluem (rapidamente) com os ares da praia ou se é pura coincidência.
A AF Porto, sente-se amarrada aos regulamentos (de pagamentos baixos de taxas de transferências) nestes processos. Há clubes que propõem uma espécie de carta de transferência voluntária, que, quando os clubes não concordem com a transferência, a meio da época, onere muito a inscrição. Essa inflação, seria distribuída pelas despesas com as respectivas seleções e uma parte a dividir entre clube e Associação.
Sei que a AF Porto, pondera, apresentar esta hipótese, na FPF, o que pode vir a prejudicar (involuntariamente) todos os clubes de outras Associações.
Na minha opinião, deveria optar-se numa solução imposta pela Federação de Voleibol (o andebol também tem regulamento especifico para este assunto).
O Voleibol, valoriza os atletas por anos de competição. Até aos infantis o atleta é livre de se transferir sem nada se pagar entre clubes, mesmo em desacordo, mas o atleta já tem o seu valor na sua ficha, que o segue durante toda a sua formação.
A partir daí, os Iniciados (este regulamento é válido para os dois sexos de atletas) para se transferirem têm que pagar 150.00 euros. Os Cadetes…300,00 euros e por aí adiante.
Para melhor exemplificar, se um atleta tiver formação a partir de mini-volei, quando chegar a júnior e se quiser transferir sem acordo entre clubes, o clube interessado na aquisição, terá que pagar mais de 2 000,00 euros (dois mil euros). Doze e meio por cento, desse valor rever-te para a Associação.
Outros doze e meio, para a Federação e os restantes setenta e cinco por cento, para o clube que perde o atleta.
Aqui estão salvaguardados todos os interesses dos clubes formadores e estabelecidas as “Regras de jogo”. Todos sabem, todos aceitam… todos as cumprem.
Com este regulamento, não se viola nenhuma lei europeia, apenas se regulamentam as coisas e se defende a verdade desportiva e a verdadeira formação.
Enquanto, nada se fizer sobre este assunto, no distrito do Porto reina a anarquia na formação, onde até já Infantis jogam com uma camisola, mas já pertencem a outros emblemas.
Verdade desportiva? Formação? Qual quê? o que interessa é o caneco!
Como nota final, há clubes que se preparam para comprar canecos para jogar entre si, deixando os outros canecos… para outros pseudo-formadores.
Vergonhoso!
Manuel Pina Ferreira
Pelo respeito, à educação recebida de um homem perseguido pela PIDE, pela forma de pensar e de se expressar, “sou obrigado” a dar meu nome pessoal, a esta crónica de protesto pela “vergonha” que se passa no CHAMADO mas mentiroso Futsal de formação da AF Porto.
Ponderei, criar uma página do facebook para o efeito. Ponderei, criar um blogue. Mas as críticas devem ser feitas às claras e de corpo aberto, pois os cobardes, não têm direito a criticar.
Apenas, senti reservas, para não me conectarem com o Boavista Futebol Clube, mas o meu passado no futsal é suficiente para me assumir como independente na modalidade.
Pelo exposto, assumo e assino com o meu nome a critica (ou criticas) que passo a expor.
A aposta na formação na AF Porto, está completamente adulterada. Não por culpa da Associação, mas pela chico-expertisse de uns denominados, Dirigentes/treinadores que aproveitando a leveza dos regulamentos Federativos, deturpam a essência da complexa (parece ainda mais complexa, que eu pensava) missão de formar homens e atletas, com a importância de juntar “canecos” nas prateleiras das sedes sociais.
Chegar ao título é o fim, os meios para os atingir, são todos válidos!
Vamos a exemplos concretos.
O clube “A” disputa um campeonato de formação e no final de três meses de competição, compreende que não pode ultrapassar o clube “B”. que fazer? Simples! Basta ir buscar ao clube adversário, os seus melhores jogadores, desfalcando-o e assim, tornar possível ultrapassa-lo.
Mas se no final, a esses jogadores, fosse permitido uma evolução futura, ainda colocaria dúvidas, na minha crítica. Mas tal, não acontece. Porque o atleta é (no momento forte no seu escalão) e vai ajudar a ganhar o campeonato, mas na época seguinte, será atleta de primeiro ano, no escalão superior… e nesse caso, NÃO PRESTA! Dado que o objectivo é ganhar! Os atletas de formação, passam a ser um pouco (desculpem-me o termo) como um preservativo, de usar e deitar fora!
Dando nome às coisas…
No escalão de Iniciados (repito…Iniciados) o Caxinas, segue em segundo lugar empatado com o Cohaemato, tendo perdido com o Boavista e empatado com o Cohaemato (ganhando na secretaria). As derrotas da Coehamato são com o Boavista e com o Caxinas na secretaria.
Já todos chegaram à conclusão que “ninguém vencerá estas duas equipas” nas últimas jornadas que faltam realizar. Então o Caxinas, convidou os três melhores jogadores do adversário a mudarem de clube! A Direcção da Coheamato, recusou e propôs a assinatura dos referidos atletas para a próxima época, tendo (através dos pais) estes recusado a assinatura. O Cohaemato pressionou os “seus” jogadores, mas acabou por fim, por ser pressionado.
Resultado final. O Caxinas, pagou a quantia de 100,00 euros por cada transferência (cumprindo os regulamentos) e levou os atletas.
Curiosamente, apetece-me rir, dentro de três jornadas as duas equipas vão-se defrontar, com os miúdos com outro emblema.
Por certo, com o Caxinas (reforçado) e o Cohaemato (desfalcado) a vitória vai sorrir aos Caxineiros, que assim conquistarão mais um caneco.
Brilhante, ou simplesmente, lamentável?
Tenho amigos, nas duas partes, o que me permite afirmar que todo este processo é lamentável.
Esta forma de actuar, adultera a verdade desportiva! Isto não é formação. Isto, raia a batota desportiva.
Mais grave ainda, não é caso virgem!
Há clubes a reclamar na AF Porto, sobre este caso e ameaçando parar com a formação. Vários clubes sabem, que os seus jogadores estão já (convidados/forçados) com o Caxinas.
Irei falar com dirigentes de clubes, para alicerçar a minha tese, mas sei, no momento, que o FC Gaia está a estudar parar com a formação e já avisou a Associação. O Boavista, tem conhecimento que dois jogadores de sub 20 (ainda agora começou a segunda fase) já foram contactados! Só no conjunto da formação axadrezada, estão nos planos de transferência – neste processo - mais de dezena e meia de atletas!
Conclusões. Quais as armas? O que fazer?
As armas utilizadas, são simples, mas muito graves, metendo terceiras pessoas.
Seleccionadores… (atenção eu disse seleccionadores). Aos atletas é garantido e não prometido, que passam de imediato, a fazer parte das convocatórias das respectivas seleções! E tal tem acontecido. Desconheço se eles evoluem (rapidamente) com os ares da praia ou se é pura coincidência.
A AF Porto, sente-se amarrada aos regulamentos (de pagamentos baixos de taxas de transferências) nestes processos. Há clubes que propõem uma espécie de carta de transferência voluntária, que, quando os clubes não concordem com a transferência, a meio da época, onere muito a inscrição. Essa inflação, seria distribuída pelas despesas com as respectivas seleções e uma parte a dividir entre clube e Associação.
Sei que a AF Porto, pondera, apresentar esta hipótese, na FPF, o que pode vir a prejudicar (involuntariamente) todos os clubes de outras Associações.
Na minha opinião, deveria optar-se numa solução imposta pela Federação de Voleibol (o andebol também tem regulamento especifico para este assunto).
O Voleibol, valoriza os atletas por anos de competição. Até aos infantis o atleta é livre de se transferir sem nada se pagar entre clubes, mesmo em desacordo, mas o atleta já tem o seu valor na sua ficha, que o segue durante toda a sua formação.
A partir daí, os Iniciados (este regulamento é válido para os dois sexos de atletas) para se transferirem têm que pagar 150.00 euros. Os Cadetes…300,00 euros e por aí adiante.
Para melhor exemplificar, se um atleta tiver formação a partir de mini-volei, quando chegar a júnior e se quiser transferir sem acordo entre clubes, o clube interessado na aquisição, terá que pagar mais de 2 000,00 euros (dois mil euros). Doze e meio por cento, desse valor rever-te para a Associação.
Outros doze e meio, para a Federação e os restantes setenta e cinco por cento, para o clube que perde o atleta.
Aqui estão salvaguardados todos os interesses dos clubes formadores e estabelecidas as “Regras de jogo”. Todos sabem, todos aceitam… todos as cumprem.
Com este regulamento, não se viola nenhuma lei europeia, apenas se regulamentam as coisas e se defende a verdade desportiva e a verdadeira formação.
Enquanto, nada se fizer sobre este assunto, no distrito do Porto reina a anarquia na formação, onde até já Infantis jogam com uma camisola, mas já pertencem a outros emblemas.
Verdade desportiva? Formação? Qual quê? o que interessa é o caneco!
Como nota final, há clubes que se preparam para comprar canecos para jogar entre si, deixando os outros canecos… para outros pseudo-formadores.
Vergonhoso!
Manuel Pina Ferreira
Subscrever:
Mensagens (Atom)
